CAV para no jogo do acesso, mas mostra que Votuporanga já não sonha de longe agora vive e compete.
Tem jogo que revolta.
Tem jogo que machuca.
E tem jogo… que silencia.
Esse foi assim.
Tem dias que não passam.
Ficam.
Porque o jogo do acesso não foi como a gente sonhou.
Não foi como a cidade sonhou.
Não foi como a região inteira imaginou.
O CAV não existiu.
E quando isso acontece… é preciso ter honestidade.
O Juventus foi soberano.
Se alguém merecia sair com a vaga, foram eles.
Faltou jogo.
Faltou reação.
Faltou presença.
Nem o roteiro ajudou.
Antes mesmo da bola rolar, a ausência de Gabriel Félix já mudava tudo.
Entrava Pablo Kaique.
E foi dele, inclusive, as defesas que mantiveram o time vivo.
Mas ontem… não era dia de sobreviver.
Era dia de decidir.
E o CAV não conseguiu.
Em uma noite em que tudo pedia grandeza… o time não respondeu.
E isso dói.
Dói porque a gente acreditou.
Dói porque a gente viveu.
Dói porque a gente chegou perto o suficiente para sentir o gosto.
E quando o gosto vem… a frustração vem maior ainda.
Porque o sonho deixou de ser distante.
Ele esteve ali.
Ao alcance.
Talvez, no fim das contas, o que mais doeu… nem foi o jogo.
Foram os dias antes.
A ansiedade.
As noites mal dormidas.
A expectativa construída.
Porque ali… a gente já estava vivendo o acesso.
E quando não vem…
O vazio é maior o gosto é mais amargo.
Mas a bola realmente pune.
E o futebol também cobra.
E cobra no detalhe.
Cobra no momento.
Cobra quando mais importa.
Ainda assim… é preciso olhar além dos 90 minutos.
Porque essa história não começou as 20:00h do dia 28/05/2026.
E nem termina aqui.
A expectativa lá atrás era outra.
Era permanecer.
Era competir.
E o que esse grupo fez… foi além.
Classificou.
Avançou.
Chegou pela primeira vez a uma semifinal.
Levou a cidade para o jogo do acesso.
Isso não é pouco.
Isso é histórico.
E precisa ser dito.
Assim como precisa ser dito quem sustenta isso tudo.
Empresários.
Parceiros.
Gente que acredita.
Helton Borges, da HSA.
A família Beleza, Roberto e Dimas, do grupo CONVERD.
O secretário Marcelão Stringari que abraçou o projeto deste o início.
Gente que carrega o futebol da cidade.
Gente que faz acontecer.
E que hoje merece mais do que nunca um pedido sincero: Não desistam.
Porque Votuporanga quer.
Votuporanga acredita.
Votuporanga precisa disso.
E dentro de campo, mesmo em uma noite difícil, é justo dizer:
O quarto zagueiro Pedro Vitor.
Em um time que não encontrou o jogo… ele não se escondeu.
Mas o futebol é coletivo.
E quando o coletivo não funciona… pesa.
E pesou.
Mas diferente de outras dores…
Essa não apaga.
Ela constrói.
Porque esse time não caiu.
Não parou.
Não enganou.
Ele chegou.
E chegar muda tudo.
O sonho não acabou.
Só foi adiado.
Seguimos juntos.
Como sempre foi.
Porque o resultado passa…
mas o que foi vivido… fica.
E o que está sendo construído… também.
E que ninguém solte essa história agora.
Porque ela ainda não terminou.
Até 2027, se DEUS quiser e ele quer!
Eduardo Cardoso
Um apaixonado por futebol
Torcedor fanático do CAV





