Doeu porque era real 

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Eduardo Cardoso - Foto: Reprodução

CAV para no jogo do acesso, mas mostra que Votuporanga já não sonha de longe agora vive e compete.

Tem jogo que revolta.

Tem jogo que machuca.

E tem jogo… que silencia.

Esse foi assim.

Tem dias que não passam.

Ficam.

Porque o jogo do acesso não foi como a gente sonhou.

Não foi como a cidade sonhou.

Não foi como a região inteira imaginou.

O CAV não existiu.

E quando isso acontece… é preciso ter honestidade.

O Juventus foi soberano.

Se alguém merecia sair com a vaga, foram eles.

Faltou jogo.

Faltou reação.

Faltou presença.

Nem o roteiro ajudou.

Antes mesmo da bola rolar, a ausência de Gabriel Félix já mudava tudo.

Entrava Pablo Kaique.

E foi dele, inclusive, as defesas que mantiveram o time vivo.

Mas ontem… não era dia de sobreviver.

Era dia de decidir.

E o CAV não conseguiu.

Em uma noite em que tudo pedia grandeza… o time não respondeu.

E isso dói.

Dói porque a gente acreditou.

Dói porque a gente viveu.

Dói porque a gente chegou perto o suficiente para sentir o gosto.

E quando o gosto vem… a frustração vem maior ainda.

Porque o sonho deixou de ser distante.

Ele esteve ali.

Ao alcance.

Talvez, no fim das contas, o que mais doeu… nem foi o jogo.

Foram os dias antes.

A ansiedade.

As noites mal dormidas.

A expectativa construída.

Porque ali… a gente já estava vivendo o acesso.

E quando não vem…

O vazio é maior o gosto é mais amargo.

Mas a bola realmente pune.

E o futebol também cobra.

E cobra no detalhe.

Cobra no momento.  

Cobra quando mais importa.  

Ainda assim… é preciso olhar além dos 90 minutos.  

Porque essa história não começou as 20:00h do dia 28/05/2026.  

E nem termina aqui.  

A expectativa lá atrás era outra.  

Era permanecer.  

Era competir.  

E o que esse grupo fez… foi além.  

Classificou.  

Avançou.  

Chegou pela primeira vez a uma semifinal.  

Levou a cidade para o jogo do acesso.  

Isso não é pouco.  

Isso é histórico.  

E precisa ser dito.  

Assim como precisa ser dito quem sustenta isso tudo.  

Empresários.  

Parceiros.  

Gente que acredita.  

Helton Borges, da HSA.  

A família Beleza, Roberto e Dimas, do grupo CONVERD.  

O secretário Marcelão Stringari que abraçou o projeto deste o início.  

Gente que carrega o futebol da cidade.  

Gente que faz acontecer.  

E que hoje merece mais do que nunca um pedido sincero: Não desistam. 

Porque Votuporanga quer.  

Votuporanga acredita.  

Votuporanga precisa disso.  

E dentro de campo, mesmo em uma noite difícil, é justo dizer:  

O quarto zagueiro Pedro Vitor.  

Em um time que não encontrou o jogo… ele não se escondeu.  

Mas o futebol é coletivo.  

E quando o coletivo não funciona… pesa.  

E pesou.  

Mas diferente de outras dores…  

Essa não apaga.  

Ela constrói.  

Porque esse time não caiu.  

Não parou.  

Não enganou.  

Ele chegou.  

E chegar muda tudo.  

O sonho não acabou.  

Só foi adiado.  

Seguimos juntos.  

Como sempre foi.  

Porque o resultado passa…  

mas o que foi vivido… fica.  

E o que está sendo construído… também.  

E que ninguém solte essa história agora.  

Porque ela ainda não terminou.

Até 2027, se DEUS quiser e ele quer!

Eduardo Cardoso

Um apaixonado por futebol

Torcedor fanático do CAV