
Promovida pela Associação Mães Leoas Atípicas, iniciativa reúne mães de crianças e adolescentes atípicos em grupos conduzidos por psicólogas voluntárias. Ainda há vagas para novas participantes.
@caroline_leidiane
A sobrecarga emocional vivenciada por mães de crianças e adolescentes atípicos motivou a criação da Terapia de Grupo Feeling, projeto desenvolvido pela Associação Mães Leoas Atípicas de Votuporanga e Região.
Conduzida por psicólogas voluntárias com atuação nas áreas de Psicologia Clínica, Psicanálise e Neuropsicologia, a proposta é destinada exclusivamente às mães, oferecendo um ambiente de escuta, diálogo e compartilhamento de vivências relacionadas aos desafios da maternidade atípica.
Realizada quinzenalmente, a Terapia de Grupo Feeling é organizada em turmas permanentes, permitindo a continuidade dos diálogos e a construção de vínculos entre as participantes.
A criação do projeto partiu da percepção de que muitas mulheres dedicam grande parte da rotina aos cuidados com os filhos e acabam relegando a própria saúde mental.
Durante os encontros, as mães podem falar sobre desafios, inseguranças, conquistas e experiências comuns em um ambiente pautado pela confidencialidade, pelo respeito e pela escuta profissional.
As atividades são conduzidas por diferentes profissionais a cada edição. O primeiro encontro contou com a participação das psicólogas Valéria Melo, Elaine Pagliarani e Sara Muniz. No segundo, os atendimentos foram conduzidos por Aleandra Marton e Sara Muniz. Já o terceiro será realizado por Rosemary Morais e Sara Muniz.

A participação é exclusiva para as mães, sem a presença das crianças, permitindo que elas tenham um momento voltado ao autocuidado e à reflexão sobre as demandas emocionais que acompanham a maternidade atípica.
O Grupo 1 iniciou as atividades em 18 de julho, o Grupo 2 reuniu-se em 25 de julho e o Grupo 3 terá seu primeiro encontro neste sábado, 1º de agosto, às 15 horas, no Centro Social de Votuporanga, localizado na Rua Tibagi, nº 3.071, no bairro Patrimônio Novo.
Cada turma segue um calendário próprio e comporta até 20 participantes. Atualmente, o Grupo 2 está com as vagas preenchidas, enquanto os Grupos 1 e 3 ainda recebem novas participantes.
Mães interessadas em participar da Terapia de Grupo Feeling podem entrar em contato com a idealizadora do projeto, Thaís Monteiro, pelo WhatsApp (17) 99701-2359, para obter informações sobre as próximas turmas e a disponibilidade de vagas.
Pais solo ampliam o alcance da iniciativa
A Terapia de Grupo Feeling foi criada para atender mães atípicas, público que concentra a maior parte da demanda da associação. Ao longo dos encontros, porém, o projeto passou a acolher também pais solo.
Atualmente, três pais atípicos participam das atividades após assumirem integralmente a criação dos filhos em decorrência do abandono materno.
A presença desses pais evidencia uma realidade ainda pouco debatida. Embora a maternidade concentre a maior parte das iniciativas de apoio, também há homens que enfrentam sozinhos as responsabilidades relacionadas ao cuidado dos filhos.
Ao acolher esses casos, a associação amplia sua atuação e contempla diferentes configurações familiares.

Mães Leoas Atípicas
A Associação Mães Leoas Atípicas de Votuporanga e Região nasceu da experiência pessoal de Thaís Monteiro, mãe atípica há 14 anos. Segundo ela, a iniciativa foi motivada pelos desafios vividos nos cuidados com a filha e pela ausência de uma rede de apoio ao longo desse percurso.
A partir dessa percepção, surgiu a proposta de criar uma associação voltada ao acolhimento das famílias atípicas e à promoção da saúde mental das mulheres que, em grande parte dos casos, concentram a responsabilidade pelos cuidados diários.
Além da Terapia de Grupo Feeling, a entidade pretende desenvolver palestras, rodas de conversa, orientações com profissionais de diferentes áreas e iniciativas voltadas à defesa dos direitos das famílias atípicas. Entre os objetivos também está a ampliação do diálogo com o poder público para discutir políticas relacionadas à saúde, educação, assistência social e inclusão.
Sem fins lucrativos, a associação recebe doações destinadas às famílias atendidas. Entre os itens recebidos estão cestas básicas, legumes e outros alimentos, medicamentos, roupas, calçados, além de serviços como terapias e orientação jurídica. Interessados em colaborar ou obter mais informações podem entrar em contato com Thaís Monteiro pelo WhatsApp (17) 99701-2359 ou acompanhar o trabalho da associação no Instagram @maesleoasatipicas.
Para Thaís, cuidar da saúde mental das mães representa um passo fundamental para melhorar a qualidade de vida de toda a família, oferecendo às cuidadoras um espaço onde possam ser ouvidas, acolhidas e compreendidas em uma realidade compartilhada.




