Clube reforça proposta de ampliar punições a equipes envolvidas em situações de discriminação.
O São Paulo publicou em suas redes sociais nesta sexta a proposta que enviou à Fifa e à Conmebol para endurecer as punições a clubes e torcedores envolvidos em atos de racismo nos estádios. Hoje é o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
Na carta às entidades, reforçou sugestões que já tinha encampado recentemente em conjunto com o Palmeiras em outro ofício enviado às entidades há poucos dias. A proposta tricolor pede a perda de pontos, multas maiores e até a eliminação de uma equipe de uma competição.
As seis propostas do São Paulo são:
- Perda de três pontos pelos clubes cujos torcedores, representantes ou membros da comissão técnica cometerem atos de racismo, com possibilidade de perda de um ponto se houver a identificação e responsabilização criminal dos envolvidos.
- Multas de até US$ 500 mil (cerca de R$ 2,8 milhões) para os clubes, podendo ser reduzida para US$ 100 mil (cerca de R$ 571 mil) se houver identificação.
- Eliminação do torneio em caso de reincidência do clube.
- Responsabilização de árbitros que deixarem de aplicar o protocolo de racismo da Fifa, com multa para a associação responsável.
- Registro de torcedores, atletas, dirigentes e membros de comissão técnica para que outras medidas possam ser aplicadas em caso de reincidência.
- Transparência nos processos disciplinares e punições, que devem ser divulgados publicamente.
O São Paulo foi um dos clubes que subscreveram uma carta de repúdio da Libra ao presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que nesta semana comparou clubes brasileiros à macaca Chita, do seriado Tarzan.
Questionado sobre a possibilidade de as equipes do Brasil boicotarem a Conmebol Libertadores em razão dos atos racistas, Domínguez afirmou que isso seria como “o Tarzan sem a Chita”.
O São Paulo disputará a Libertadores deste ano e está no Grupo D, com Talleres-ARG, Libertad-PAR e Alianza Lima-PER.
*Com informações do ge