Educação SP retoma ano letivo com ensino remoto para 3,5 milhões de alunos nesta segunda-feira

962

Livros e apostilas vão apoiar a aprendizagem dos alunos durante a suspensão das atividades presenciais nas escolas.

A partir desta segunda-feira (27), o ano letivo de 2020 será retomado para os 3,5 milhões de alunos da rede estadual com ensino remoto por meio dos aplicativos Centro de Mídias SP (CMSP) e dos canais digitais 2.2 – TV Univesp e 2.3 – TV Educação.

Haverá programações em ambas as plataformas por hora de acordo com a série/ ano do estudante, a partir das 7h30 (veja grade abaixo). Há o CMSP específico para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio e o CMSP direcionado à educação infantil e anos iniciais. Os aplicativos estão disponíveis para os sistemas Android e IOS.

Às 12h, o desenhista Mauricio de Sousa fará uma participação para contar sobre a criação da Turma da Mônica com transmissão simultânea em todas as plataformas.

A Secretaria Estadual da Educação patrocina os planos móveis de internet para que alunos e professores tenham acesso aos conteúdos via telefone celular sem custo.

Por meio dos aplicativos será possível contabilizar horas letivas. Além disso, os professores poderão utilizá-los, combinados a outras tecnologias, para aplicar avaliações.

Kits com materiais pedagógicos

Para apoiar a aprendizagem dos estudantes durante a quarentena, a Seduc também começa a distribuir a partir desta segunda kits com materiais pedagógicos.

São apostilas de matemática e língua portuguesa, gibis da Turma da Mônica, livros paradidáticos e manual de orientações às famílias e sobre o Centro de Mídias SP que vão servir de subsídio aos estudos.

A distribuição dos materiais será feita majoritariamente pelas escolas nas próximas semanas. As equipes gestoras deverão comunicar alunos e responsáveis sobre o cronograma de entrega para que não haja aglomerações por conta do perigo de transmissão do coronavírus.

A Seduc orienta as unidades escolares para que façam a entrega em salas distantes umas das outras, ou em pavimentos separados, quando o imóvel permitir.

Deve estar sinalizado de forma ampla e clara na entrada das unidades e nas áreas comuns onde estão ocorrendo as entregas dos materiais de cada ano.

Outra recomendação é fazer marcações no chão com fita adesiva ou giz com espaçamento de 1,5 metro entre uma pessoa e outra na entrada das salas. A sinalização deve ser respeitada quando houver a necessidade de formação de filas.

Cada sala deve ter no máximo dois funcionários da escola, devidamente protegidos por máscaras, para organizar a distribuição.

O subsecretário de articulação regional da Seduc, Henrique Pimentel, reforça que as equipes gestoras das escolas também ficarão atentas a possíveis aglomerações que podem surgir na saída da retirada dos materiais.

“Temos de tomar cuidado para que o estudante que vai retirar o material logo na sequência volte para sua casa. A escola precisa evitar que esse momento de retirada vire uma aglomeração”, diz Pimentel.

A distribuição para cerca de 10% dos alunos da rede que estão localizados em áreas rurais e mais afastadas será feita por meio do transporte escolar. A Polícia Militar e as Guardas Municipais também darão apoio à logística de distribuição dos materiais.

Além dos estudantes das escolas estaduais, alunos de mais de 470 redes municipais do estado também serão contemplados com o manual de orientação aos pais.

“O objetivo é ajudar famílias e alunos durante este período, para que sigam aprendendo mesmo em casa e se mantenham motivados a estudar”, destaca o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares.

Cada aluno dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio receberá um kit com quatro apostilas: de língua portuguesa, de matemática, com orientações gerais e sobre a utilização do Centro de Mídias SP. Serão impressos 13 milhões de materiais.

Já os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental receberão kit com quatro apostilas, além de um livro, um gibi da Turma da Mônica e uma ficha de leitura cada. Ao todo, são 1,2 milhão de unidades de livros e gibis.

Além dos materiais produzidos pela Seduc, os alunos poderão retirar ainda livros do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e as apostilas Faz Escola e Ler Escrever.

Veja a programação do Centro de Mídias e dos canais TV Univesp e TV Educação

 

Retorno gradual das aulas presenciais

 

O Governador João Doria anunciou na sexta-feira (24) que as aulas presenciais nas redes públicas estadual e municipais serão retomadas de forma gradual e regionalizada a partir de julho. Para alunos de creches e unidades de educação infantil, o retorno pode ser antecipado. Porém, o cronograma depende de aval do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo.

Na primeira semana da retomada, os alunos serão avaliados sobre eventuais prejuízos de aprendizado durante o período de suspensão das atividades presenciais. Na segunda semana, ainda de forma escalonada, as equipes darão prioridade ao acolhimento dos alunos.

As primeiras semanas serão utilizadas também para que professores planejem estratégias de reforço e recuperação. O planejamento será baseado nos resultados das avaliações realizadas durante a primeira semana do retorno às aulas.

As datas de retorno poderão ser diferentes entre as regiões do estado. As escolas municipais e particulares devem seguir a orientações de retorno gradual, com foco em diagnóstico e estratégia de acolhimento, reforço e recuperação.

Votuporanga

O coordenador da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Subsede de Votuporanga, professor e coordenador da Escola Manoel Lobo, José Vanderlei Corsini, disse ao Diário que sua equipe ficou reunida do dia 22 ao dia 24  em replanejamento, eles acessaram o Centro de Mídia de São Paulo, a CMSP, aplicativo que a Secretaria utilizou para o replanejamento junto aos professores. “Fomos orientados para o inicio das atividades não presenciais na Rede Publica de São Paulo”.

“Nós vamos utilizar a plataforma para trabalhar com os alunos à distancia. Os alunos tem acesso às aulas por meio da TV Educação, dentro de uma grade de horário de programação para assistirem as aulas pela TV, mas o professor com a sua turma, através do centro de mídia vai trabalhar as aulas on line, ou seja, no horário que ele estaria em sala de aula, ele vai acessar o aplicativo e vai poder entrar em sua sala de aula, em sua disciplina, para interagir com os alunos. Dentro de cada aula poderemos utilizar as plataformas como o Wattsapp, Facebook”, explica.

“Os alunos precisam acessar este aplicativo, a Central de Mídia de São Paulo, baixar o programa para ter acesso às aulas. Durante dia o aluno tem duas aulas e uma terceira fica disponível neste aplicativo, onde o professor estará lá para tirar duvidas”, finaliza.