A vereadora pede providências à Secretaria Municipal de Saúde: “Não tem cabimento um negócio desses.” A Prefeitura de Votuporanga afirma que o tempo de espera em unidades de urgência e emergência segue critérios técnicos de classificação de risco.
Jorge Honorio
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A vereadora Débora Romani (PL) utilizou para de seu tempo da fala na tribuna da Câmara Municipal de Votuporanga/SP, durante a 18ª sessão ordinária da Câmara Municipal, desta segunda-feira (25.mai), para expor um áudio de um munícipe com profundas críticas à demora no atendimento do Pronto Atendimento Fortunata Germana Pozzobon, o conhecido Mini-Hospital do Pozzobon.
De acordo com o conteúdo, o munícipe afirmou ter sido informado na entrada da unidade de saúde que o tempo médio para atendimento seria de até quatro horas. Com dores, ele teria desistido do atendimento e se medicado por conta própria, alegando ainda que foi para casa dormir para ver se passava a dor: “Fui lá e é um descaso, cheguei lá e a mulher falou assim que ali era quatro horas de espera. Ali na frente mesmo não tinha ninguém, mas que lá dentro estava lotado.”
“Se tiver que morrer, vou morrer em casa, porque é uma palhaçada”, diz outro trecho do áudio exposto na tribuna da Casa de Leis.
“Então é isso aí gente, essa pessoa acabou de mandar aqui para mim, que lá no Mini-Hospital está dessa forma agora, escrito na frente do computador, quatro horas de espera para ser consultado”, afirmou Débora Romani.
Em seguida, a parlamentar ponderou a questão do pai de uma paciente da mesma unidade de saúde, que apresentava críticas na galeria da Câmara, relacionada ao atendimento recebido: “Nós estamos aqui com um cidadão que a filha dele, com dor na barriga, esperou quatro horas para ser atendida. Gente, aonde nós vamos parar com isso? As pessoas não podem, com dor, esperar quatro horas dentro de uma unidade básica, dentro de um pronto atendimento, dentro de uma UPA. Não tem cabimento um negócio desse.”
“É de segunda-feira que é o maior movimento? Já sabem que de segunda-feira tem maior movimento? Então que esteja colocado um médico a mais, algum enfermeiro a mais. Isso é, eu já falei isso a semana passada, parece que a gente está maçante, falando a mesma coisa, mas não, gente, não tem cabimento. E todos os dias eu recebo ligação, pedido para eu ir ou na UPA ou no Mini-Hospital para ver a situação que está”, concluiu a vereadora.
As críticas sobre a demora no atendimento também abrangem outras unidades de saúde de Votuporanga, como por exemplo, à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Questionada pelo Diário a respeito do tempo médio de espera para atendimento nas referidas unidades de saúde, a Prefeitura de Votuporanga informou que “o tempo de espera em unidades de urgência e emergência segue critérios técnicos de classificação de risco, priorizando pacientes em estado grave ou com maior necessidade clínica imediata, conforme os protocolos adotados nacionalmente.”





