Compartilhando infâncias

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Pião, peteca, três marias, ioiô, bola de gude, amarelinha, jogos com barbante, pé de lata e boneca de milho integram a programação do ‘Memórias de Rua’, com monitores orientando o público sobre as regras e as diferentes formas de brincar – Foto: Divulgação

Projeto ‘Memórias de Rua’ reúne nove brincadeiras tradicionais no Parque da Cultura neste sábado (26), em uma tarde gratuita dedicada ao brincar e à memória afetiva de diferentes gerações.


@caroline_leidiane

Nos tempos atuais, isso pode até parecer impossível, mas existem brincadeiras que não precisam de tomada, tela ou conexão com a internet para funcionar. Pião, peteca, bolinha de gude, amarelinha e ioiô, entre tantas outras, atravessam gerações e continuam dependendo apenas de uma criança querendo brincar e de alguém disposto a ensinar.

É a partir dessa nostalgia coletiva que o projeto “Memórias de Rua” convida o público a reencontrar brinquedos e práticas. A atividade acontece neste sábado, 26 de setembro, às 17h, no palco principal do Parque da Cultura, com entrada gratuita, e reúne crianças, pais, avós e demais familiares em torno de recreações analógicas, preservadas na lembrança e carregadas de afeto.

Durante aproximadamente três horas, o público poderá não apenas conhecer, mas experimentar diferentes formas de brincar.

Ao todo, nove brincadeiras estarão presentes na programação: pião, peteca, três marias, ioiô, bola de gude, amarelinha, jogos com barbante, pé de lata e boneca de milho. Para facilitar a participação, monitores estarão no local orientando as crianças e apresentando as regras, os modos de brincar e as possibilidades de cada atividade.

A proposta é que ninguém fique apenas como espectador. O projeto adquiriu exemplares dos brinquedos para que possam ser utilizados durante a ação. Assim, quem participar poderá escolher uma brincadeira ou experimentar várias delas ao longo da tarde.

“Memórias de Rua” busca, ainda, recuperar os caminhos pelos quais essas práticas chegaram às novas gerações. Antes dos brinquedos industrializados e dos dispositivos eletrônicos ocuparem boa parte do tempo livre das crianças, muitas brincadeiras eram aprendidas no convívio cotidiano: na rua, na calçada, no quintal, na escola ou durante os encontros entre vizinhos e familiares.

Além de ensinar a movimentar um ioiô ou equilibrar um pé de lata, a atividade pretende abrir espaço para que essas lembranças sejam compartilhadas. A ideia é conversar sobre onde as pessoas brincavam, quem ensinava, quais materiais eram utilizados na confecção dos brinquedos e de que maneira essas experiências faziam parte da cultura popular.

Nesse sentido, o projeto transforma o brincar em uma espécie de fio condutor entre passado e presente. As crianças têm a oportunidade de experimentar brinquedos que fizeram parte da infância de seus pais e avós, enquanto os adultos compartilham regras e histórias e, ao ensinar, também reencontram um pouco da própria infância.

A iniciativa é realizada por meio do Programa Bolsa Cultura 2026, com investimento da Prefeitura de Votuporanga, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.