Com sete contaminados, família comemora cura da Covid 19

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Aparecida Joana, 69 anos, foi a primeira. Em contato com ela, a irmã Madalena, 64, a segunda e, pelo convívio em casa, o marido, José Francisco, 69, foi o terceiro. Após uma reunião  familiar na residência do casal, a filha Carla, 40, o genro Antônio Luiz, 64, o irmão Benedito, 67, e a cunhada Aparecida foram, respectivamente, o quarto, quinto, sexto e sétimo caso.

Assim foi a sequência da transmissão da Covid-19 na família Silva Soares. Desde o final de junho, os oradores de Votuporanga vinham travando uma batalha contra o coronavírus. Com tratamento feito, os curados agora comemoraram a superação da doença e agradecem a Deus e à medicina, fazendo ainda um alerta para que as pessoas evitem encontros em família. “Era apenas uma reunião o que a gente fez em família, um churrasquinho. Tem muita gente fazendo isso e nesse vírus não esta escrito de onde vem, como pega”, afirmou Carla Fernanda Soares de Oliveira.

Tudo começou no dia 25 de junho, quando Aparecida Joana, tia de Carla, testou positivo para a Covid-19. Sem saber que estava infectada, Madalena, que teve contato com a irmã, acabou transmitido o vírus para o marido, para Carla, o genro, o irmão e a cunhada, pessoas que estiveram próximas a ela.

No dia 30, os seis membros da família – além de Aparecida Joana – sentiram sintomas como dor de cabeça, febre e dor no corpo e, desde então  cmecaram o tratamento com a hidroxocloroquina  até confirmarem que estavam infectados e seguir com um novo tratamento indicado.

De todos eles, apenas José Francisco precisou ficar internado e usou oxigênio no quarto após  ficar com mais de 50% dos pulmões comprometidos. Durante o tratamento, José Francisco, que estava internado na Santa Casa de Votuporanga, precisou ser transferido para a unidade de Jales, devido à alta ocupação de leitos.

De acordo com Carla, com a transferência de hospital, a medicação de seu pai acabou alterada, mas logo o idoso se recuperou. De volta para casa, Carla se encontrou com os pais e o marido. A família então fez uma foto para marcar a data, com cartazes anunciando que todos venceram o coronavírus.

“A sensação  de quando você vê  a pessoa curada voltando para casa é  um alívio muito grande e nós  ficamos muito preocupados com meu pai, porque ele foi a pessoa mais afetada, envolveu respiração, sentia canseira e falta de ar, ficamos muito aliviados”, garantiu Carla, que com a situação aprendeu que é preciso amar cada vez mais ao próximo.

“Essa doença  veio para nos unir mais ainda e saber que sem Deus não somos nada. Ele ess o médico dos médicos . Devemos nos unir mais à família depois de tudo isso”, refletiu Carla. (Diário Web)