
Com autorização para obras de melhorias, orçadas em R$ 192,6 milhões, assinadas em dezembro de 2024 e ainda sem sair do papel, o trecho da pista entre Votuporanga e Cardoso apresenta crescente deterioração da malha asfáltica.
Jorge Honorio
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Mais de 30 dias após a liberação do licenciamento ambiental da CETESB, motivo pelo qual as obras de duplicação da Rodovia Péricles Bellini (SP-461), no trecho que liga Votuporanga/SP, Álvares Florence/SP e Cardoso/SP, estavam suspensas há mais de um ano, o projeto não saiu do papel. Contudo, o problema não é só esse, a deterioração da malha asfáltica de trechos da pista é crescente, com buracos e desníveis, colocando em risco a vida de usuários e a conservação dos veículos.
A obra orçada em R$ 192,6 milhões, conforme noticiado pelo Diário, foi anunciada em 14 de dezembro de 2024, pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O projeto previa ao longo de 18 meses, duplicação do trecho urbano, implantação de novos trevos de acesso, terceira faixa em pontos estratégicos e ajustes no traçado, aumentando a segurança viária e a fluidez do tráfego. As obras foram divididas em dois lotes. O lote 1 abrange o trecho entre os quilômetros 128 e o 143,9; e o lote 2, do quilômetro 143,9 ao km 165,3.
Mais de um ano após o anúncio, no último dia 3 de fevereiro, os deputados estaduais com vínculos em Votuporanga e região, Carlão Pignatari (PSDB) e Danilo Campetti (Republicanos), celebraram a liberação do licenciamento ambiental.
Na oportunidade, Carlão criticou a demora no processo de liberação ambiental e o excesso de burocracia que, segundo ele, penaliza quem vive na região e utiliza a rodovia todos os dias: “Foi um ano de espera por exigências técnicas que poderiam ter sido resolvidas com mais agilidade. O importante é que agora a obra está liberada e finalmente vai sair do papel”, afirmou.
“Essa retomada significa menos acidentes, mais segurança, menos tempo na estrada e mais qualidade de vida para as famílias. Infraestrutura é desenvolvimento, mas também é cuidado com as pessoas. O mais importante é deixar claro à população que essa obra nunca foi cancelada. Houve uma suspensão temporária por exigências legais, comuns em grandes projetos. Agora tudo está regularizado e vamos acompanhar cada etapa para que as melhorias sejam concluídas o quanto antes”, concluiu Carlão Pignatari.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), chegou a prever que, com a regularização concluída do licenciamento ambiental, os trabalhos deveriam começar no segundo semestre do mês de fevereiro, o que não se concretizou.
Com a demora do início das obras, o humor dos usuários da via azedou de vez com a instalação de radar de velocidade próximo à Cardoso, o que aumentou ainda mais a indignação dos motoristas: “Cobram fiscalização, mas a rodovia está abandonada”, afirmou um usuário da via.
A demora no início da obra, que é considerada estratégica para a mobilidade regional, gera profunda frustração entre moradores, produtores rurais e motoristas que se arriscam diariamente para utilizar o trecho da Rodovia Péricles Bellini (SP-461).




