
Testes foram solicitados pela defesa do ex-presidente após ele ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou nesta quarta-feira (7.jan) por exames na cabeça após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília/DF.
Depois dos exames, o ex-presidente voltou à Superintendência da PF, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro caiu ao tentar caminhar pela sala da PF. A hipótese de crise convulsiva não foi confirmada pelos exames.
Bolsonaro passou mal na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal.
Ele chegou nesta manhã ao hospital particular DF Star para ser submetido aos seguintes exames:
- Tomografia Computadorizada de Crânio;
- Ressonância Magnética de Crânio; e
- Eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade.
Os exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente e autorizados nesta quarta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Queda na madrugada
Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.
O acidente ocorreu seis dias após o ex-presidente receber alta após passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.
Segundo o apurado, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte.
Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permanecesse sob observação. No início da tarde desta terça-feira, a Polícia Federal divulgou uma nota na qual confirmou o atendimento médico após queda na madrugada.
Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação.
Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual encaminhamento ao hospital dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).




