BANCÁRIOS – Sindicatos da Feeb aprovam acordos da Fenaban, Banco do Brasil e Caixa

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Assembleias ocorreram da noite de domingo até às 24h do último dia 31.

Após 14 rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e inúmeras tentativas de derrubada de direitos dos funcionários, os bancos finalmente apresentaram uma nova proposta que foi votada por meio de assembleias realizadas pelos Sindicatos dos Bancários da noite de domingo, 30, até às 24h desta segunda, 31.

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP MS) indicou a aprovação da proposta, conforme orientação do Comando Nacional. Sindicatos filiados à Feeb totalizaram 8 mil votantes na aprovação dos acordos.

A Feeb reconhece a luta e sintonia demonstradas pelos sindicatos junto às suas bases neste período de campanha. “Diante de uma conjuntura com pandemia, desaceleração econômica e desemprego, o resultado da nossa campanha foi positivo. Além de mantermos todas as conquistas com a convenção coletiva, bancários e bancárias entenderam o momento e a importância do resultado alcançado por meio da nossa negociação e demonstraram isso na aprovação dos acordos por ampla maioria”, destaca o presidente da Feeb e integrante do Comando Nacional dos Bancários, Jeferson Boava.

Conheça a Proposta

A proposta prevê um reajuste de 1,5% para salários, com abono de R$ 2 mil para este ano. E ainda a reposição da inflação (estimada em 2,74% no período) para demais verbas, como vales alimentação e refeição e auxílio-creche/babá.

O reajuste de 1,5% nos salários + abono de R$ 2.000,00 para todos os bancários neste ano de 2020 garante em 12 meses valores acima do que seria obtido apenas com a aplicação do INPC para salários até R$ 11.202,80, o que representa 79,1% do total de bancários.

Veja os principais pontos da CCT que foram negociados

Reajuste de 1,5% e abono de R$ 2.000,00 em 2020.

Reposição integral da inflação (INPC/IBGE), mais 0,5% de aumento real em 2021 para os salários e todas as verbas.

PLR 2020 – PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.524,62 limitado a R$ 13.543,37. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 29.795,39.

PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 5.049,25.

Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Regra básica – 54% do salário reajustado em setembro de 2020, mais fixo de R$ 1.514,78, limitado a R$ 8.126,01 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2020, limitado a R$ 2.524,62.

PLR 2021 – Para PLR e antecipação da PLR- mesmas regras, com reajustes dos valores fixos e limites pelo INPC/IBGE de setembro/2020 a agosto/2021, acrescido de aumento real de 0,5%, com data de pagamento de pagamento final até 01/03/2022.

Pisos 2020

Piso portaria após 90 dias – R$ 1.699,49.

Piso escritório após 90 dias – R$ 2.437,79.

Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 3.293,13 (salário acrescido de gratificação, mais outras verbas de caixa).

Vales e Auxílios 2020

Auxílio-refeição – R$ 37,71.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 653,60

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 502,00

Gratificação de compensador de cheques – R$ 189,22.

Requalificação profissional – R$ 1.685,39

Auxílio-funeral – R$ 1.130,87.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 166.599,06

Ajuda deslocamento noturno – R$ 116,62.

2021 – Os valores vigentes em 31/08/2021 serão reajustados pelo INPC/IBGE de setembro/2020 a agosto/2021, acrescido de aumento real de 0,5%.

 

Obs.: Nos itens corrigidos pelo INPC, considerou-se a mais recente estimativa do Banco Central do Brasil para a data-base, de 2,74%.