“Muitas famílias esperam o esquecimento grave aparecer, mas a doença pode se manifestar de maneira atípica, começando por alterações de personalidade e humor”, esclarece o médico.
Esquecer onde deixou a chave ou o nome de um conhecido pode ser comum com o avançar da idade, mas quando o comportamento muda, o alerta deve ser ligado. O neurologista Dr. João Ricardo Leão explica que o Alzheimer é cercado de mitos que podem retardar a busca por ajuda. “Muitas famílias esperam o esquecimento grave aparecer, mas a doença pode se manifestar de maneira atípica, começando por alterações de personalidade e humor”, esclarece o médico.
Esquecimento comum ou sinal de alerta?
O neurologista destaca que a mudança brusca de personalidade é um sinal de alerta que não deve ser ignorado. Confira os pontos de atenção:
- Apatia excessiva: Perda de interesse por atividades que antes davam prazer;
- Irritabilidade sem causa aparente: Mudanças no temperamento e brigas incomuns;
- Alterações de humor: Confusão entre sintomas depressivos e o início da degeneração cognitiva;
- Dificuldade de julgamento: Problemas em tomar decisões simples do cotidiano.
O valor da avaliação precoce
O Dr. João Ricardo compartilha que muitos casos chegam ao consultório após passarem por outros especialistas sem sucesso. “Recentemente, atendi um paciente cujo sintoma inicial era a irritabilidade. Uma investigação detalhada com exames de imagem e testes cognitivos revelou que, por trás daquele comportamento, estava o Alzheimer”, relata.
O diagnóstico precoce é a maior ferramenta para reduzir medos. Saber o que está acontecendo permite que a família se planeje e que o paciente receba tratamentos que preservam a qualidade de vida e a funcionalidade por muito mais tempo.
Quando procurar um neurologista?
A autoridade médica no assunto é indispensável para uma pesquisa a fundo. Se você notar que um familiar está “diferente”, com apatia excessiva ou mudanças no modo de tratar as pessoas, não ignore. “Não espere a memória falhar totalmente. A avaliação neurológica precoce desmistifica a doença e oferece o suporte necessário para enfrentar o diagnóstico com dignidade e cuidado”, finaliza o Dr. João Ricardo Leão.





