Fato começou por volta das 3h15, desta sexta-feira (4), quando agentes de escolta passavam pela Avenida dos Bancários, avistaram o fogo consumindo o sobrado e decidiram intervir. A família foi resgatada com auxílio de vizinhos pela sacada do imóvel, por cima dos telhados e não ficou ferida.
Jorge Honorio
jorgehonoriojornalista@gmail.com
Uma ocorrência de incêndio em um sobrado que poderia terminar em tragédia ao custo de vidas, teve final feliz, graças ao instinto e intervenção rápida de dois agentes de escolta na madrugada desta sexta-feira (4.abr), na Avenida dos Bancários, na zona Leste de Votuporanga/SP.
De acordo com o apurado com exclusividade pelo Diário, por volta das 3h15, os vigilantes Devanir dos Santos e Anderson Martins, seguiam a escala normal de escolta aos trens que passam pela malha férrea votuporanguense, quando decidiram abastecer a viatura, contudo, ao passar pela avenida, notaram o fogo consumindo a garagem e área da frente do sobrado, sendo convocados a agir pelo grito de ‘Socorro! Salva meu filho’, que ecoou de dentro do imóvel.
Agora, cientes de que havia pessoas atrás da barreira de fogo, os vigilantes deixaram a viatura em local seguro e passaram a traçar estratégias para o salvamento, acordando os vizinhos, descobrindo quais imóveis fariam fundos com o sobrado.
“Aquele poderia não ser nosso trajeto, mas não sei se foi Deus ou o acaso do destino. Quando escutamos ‘Socorro! Salva meu filho’, foi instintivo, não pensamos em nada, só queríamos salvar as pessoas. Pulei o muro e cai, quase em cima de uma escada, as coisas foram acontecendo”, contou Devanir dos Santos, vigilante e recém-formado como Bombeiro Civil.
“Agora, contando assim, parece tranquilo, mas na hora da ação não é. Conseguimos por cima dos telhados chegar à sacada do sobrado aos fundos e ter acesso ao bebê, a mãe e ao rapaz que estavam lá, conseguindo resgatá-los em segurança”, explicou.
“Tivemos auxílio de vizinhos, pessoas que nunca vimos, mas que naquele momento nos ajudaram. Em seguida o Corpo de Bombeiros e SAMU chegaram, assumiram a ocorrência e a família ficou bem”, emendou.
O fogo, de origem desconhecida, consumiu o imóvel e dois veículos que estavam na garagem e o Corpo de Bombeiros atuou para combater as chamas e evitar que se propagassem para casas vizinhas.
Questionado sobre os riscos enfrentados, Devanir dos Santos, foi taxativo: “Na hora da adrenalina a gente não pensa nisso, age por instinto. Depois, notei que torci o pé quando pulei o muro, já o Anderson teve um pequeno corte na perna, mas nada de grave, nada que se compare ao risco que a família correu. A gente só queria salvar e juntos com vizinhos, conseguimos”, completou.
“Eu fiquei muito feliz com o desfecho. E o principal, o alívio no rosto da mãe da criança quando nos viu, junto com os vizinhos, em cima daquele muro, é uma coisa que marca. Valeu o risco, para salvar vidas, faríamos tudo novamente”, comentou Anderson Martins.
Uma perícia será realizada para identificar a origem do fogo e possíveis fatores que tenham contribuído para o incêndio.
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