Versões estendidas da saga dirigida por Peter Jackson ganham exibições especiais em sessões únicas, cuja duração conjunta ultrapassa 12 horas, ao longo de três dias de exibição
@caroline_leidiane
A trilogia original de “O Senhor dos Anéis” volta aos cinemas brasileiros neste mês em versões estendidas, celebrando os 25 anos de “A Sociedade do Anel”. A programação especial propõe uma imersão completa na “Terra-média” (cenário principal da obra), com a exibição de um filme por dia — hoje (22), amanhã (23) e sábado (24) — em sessão única às 19h.
Em contrapartida ao tempo efêmero do audiovisual contemporâneo, a trilogia emerge de um momento em que o cinema se permitia delongas, entendendo a duração como linguagem.
É nesse tempo estendido que a narrativa se adensa, os personagens ganham espessura e o espectador é convidado a permanecer, fazendo da sala escura um espaço de experiência contínua e coletiva.

Sinopses
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (22/01)
Em um mundo ameaçado pelo retorno das sombras, o hobbit Frodo Bolseiro — ser de pequena estatura, pés peludos e bochechas levemente avermelhadas — herda um anel de poder absoluto. Para impedir que o artefato caia nas mãos do mal, forma-se uma sociedade improvável, reunindo diferentes povos da Terra-média em uma jornada que coloca amizade, coragem e sacrifício à prova.
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (23/01)
Com a sociedade fragmentada, a guerra se aproxima. Enquanto Frodo e Sam avançam rumo a Mordor, perseguidos por forças visíveis e invisíveis, Aragorn, Legolas e Gimli enfrentam batalhas decisivas contra o exército de Saruman. A narrativa se expande, aprofundando conflitos morais e políticos.
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (24/01)

A batalha final pelo destino da Terra-média se anuncia. Reis retornam, alianças se consolidam e a missão de destruir o Anel alcança seu ponto mais extremo. O filme encerra a saga com um equilíbrio delicado entre grandiosidade épica e intimidade emocional.
Quanta história o tempo tem
As versões estendidas acrescentam camadas fundamentais ao universo criado por J.R.R. Tolkien: cenas que aprofundam culturas, linhagens e dilemas éticos; diálogos que refinam motivações; e uma cadência narrativa que respeita o tempo do mito. A trilha sonora de Howard Shore, os efeitos práticos aliados ao digital e a direção de arte minuciosa seguem como referências técnicas e estéticas.
Imensas metragens
“O Senhor dos Anéis” transcende o rótulo de fantasia. A trilogia reflete sobre poder, corrupção, pertencimento e resistência, dialogando com inquietações do mundo contemporâneo sem perder a densidade simbólica.
Ao apostar na longa duração dos filmes da trilogia, todos com mais de três horas, e no rigor narrativo, Peter Jackson legitima o cinema como experiência de densidade, exigindo entrega do espectador e, em troca, oferece um universo coeso, sensível e inesquecível.
Feito épico
A trilogia acumulou reconhecimento histórico. Somados, os três filmes conquistaram 17 estatuetas do Oscar. “O Retorno do Rei” venceu todas as 11 categorias a que concorreu, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção, feito raro que consolidou a saga como um dos maiores empreendimentos artísticos e industriais do cinema.
Ao retornar às telonas, “O Senhor dos Anéis” reacende a magia de uma história que atravessa gerações, convidando antigos fãs a reviverem a Terra-média e novos espectadores a atravessarem seus portões pela primeira vez. Entre hobbits, reis, magos e batalhas que decidem destinos, a trilogia lembra que toda jornada começa com um passo hesitante — e que, no escuro da sala de cinema, ainda há espaço para se perder em mundos onde coragem, amizade e esperança continuam a iluminar o caminho.






