
O vice-prefeito de Votuporanga e superintendente interino da Saev Ambiental esteve acompanhado do secretário de Trânsito, Transporte e Segurança, Marcelo Marin Zeitune, que foi nomeado presidente da Comissão Permanente de Análise e Relacionamento com os Clientes da Autarquia. Manifestantes voltaram a cobrar medidas práticas.
Jorge Honorio
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A 5ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Votuporanga/SP, desta segunda-feira (23.fev), ficou marcada por novos protestos contra o aumento nas contas de água no município. Um problema que tem monopolizado os bastidores da política e rodas de conversas desde os primeiros dias de 2026, resultando na ‘fritura’ pública e queda do ex-superintendente, Luciano Nucci Passoni, na última sexta-feira (20). A questão veio atrelada a crise de vazamentos de esgoto e derramamentos em córregos.
O protesto, conforme antecipado pelo Diário, foi realizado por manifestantes que chegaram à Casa de Leis empunhando cartazes e faixas, enquanto outros utilizaram narizes de palhaço e sopravam apitos. Contudo, de forma ordeira e sob supervisão da Polícia Militar, que esteve no local.
Para dar cumprimento à convocação do superintendente da Saev, aprovada na última sessão, utilizaram a tribuna o vice-prefeito de Votuporanga e superintendente interino da Saev Ambiental, Luiz Torrinha (PL), esteve acompanhado do secretário de Trânsito, Transporte e Segurança, Marcelo Marin Zeitune, que foi nomeado presidente da Comissão Permanente de Análise e Relacionamento com os Clientes da Autarquia.
Na oportunidade, sob forte escrutínio dos manifestantes, Luiz Torrinha abriu as falas agradecendo ao prefeito Jorge Seba (PSD) pela confiança em atribuí-lo a responsabilidade à frente da Saev Ambiental e colocou-se à disposição de todos.
Já Marcelo Zeitune, que é engenheiro e acumula vasto conhecimento na Autarquia, uma vez que já atuou como superintendente e superintendente-adjunto, sobrou a missão de explicar as mudanças já implementadas.
“Quem consome até 20 metros cúbicos de água por mês está na ‘faixa 2’ e paga uma tarifa de R$ 4,87, já quem consome entre 21 a 30 metros cúbicos entra na ‘faixa 3’, que hoje tem uma tarifa de R$ 8,31. Como houve o faturamento de dias a mais, cerca de 7 mil famílias acabaram subindo de faixa e foi isso que provocou essa diferença tão grande em algumas contas. É isso que estamos corrigindo”, afirmou durante as explicações.
Zeitune detalhou ainda que as contas serão recalculadas com base na tarifa mínima, gerando crédito automático aos consumidores já nas faturas do mês de março. E que os consumidores que ainda se sentirem prejudicados poderão solicitar análise individual junto à Saev Ambiental.
Uma outra medida anunciada foi a alteração do calendário de reajuste anual das tarifas. Atualmente realizado em dezembro, o reajuste passará a ocorrer em junho, evitando impacto financeiro no início do ano, período que concentra outras despesas das famílias e período de maior consumo de água.
Apesar das explicações, quase que didáticas, os manifestantes não capitularam e questionaram os novos responsáveis pela Autarquia. Marcelo Zeitune afirmou que estava disposto a esclarecer as dúvidas. Contudo, a explanação acabou em vaias por parte dos manifestantes.
No plenário, participantes do protesto cobravam pelo realinhamento da tarifa de esgoto, além do fim ou reestruturação da polêmica ‘Taxa do Lixo’, aprovada em dezembro de 2024 e que atingiu 50% da cobrança em 2026. Entretanto, esse tópico não foi abordado.
Além de Marcelo Marin Zeitune e Luiz Torrinha a Comissão Permanente de Análise e Relacionamento com os Clientes da Saev Ambiental é composta por Eliéverson Cirilo Zanfolin, Marcelo Augusto Fukuoka, Edison Marco Caporalin e Wender Batista Rodrigues.




