Tecnologia e rigor garantem segurança cirúrgica na Santa Casa de Votuporanga 

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Processo de limpeza e desinfecção dos instrumentais segue etapas tecnológicas de alta performance, assegurando a eliminação de microrganismos - Foto: Assessoria/Santa Casa Votuporanga 

Sistema de rastreabilidade por QR Code e protocolos de esterilização asseguram controle criterioso dos instrumentais e reduzem riscos de infecções nos procedimentos.


@caroline_leidiane

Quando as luzes do centro cirúrgico se acendem, começa um trabalho que vai muito além da habilidade médica. Na Santa Casa de Votuporanga, a segurança do paciente é tratada como prioridade absoluta, sustentada por tecnologia, protocolos rigorosos e um controle minucioso de cada etapa do processo cirúrgico.

Um dos principais pilares desse cuidado é o sistema de rastreabilidade por QR Code, utilizado no controle dos instrumentais cirúrgicos. Cada peça recebe um código único, gravado a laser pela Central de Material e Esterilização (CME), o que permite acompanhar, de forma digital, todo o histórico de uso do material — incluindo em quais cirurgias foi utilizado.

Antes, durante e após os procedimentos, os instrumentais passam por conferências digitais. A leitura dos QR Codes identifica instantaneamente cada item que compõe as caixas cirúrgicas, garantindo que todos os materiais estejam corretos e completos.

“É uma barreira digital que impede falhas e oferece ao paciente a certeza de que nada foi esquecido no campo cirúrgico”, explica Ana Paula Figueredo de Paiva, supervisora de Enfermagem da CME.

Além da rastreabilidade, o processo de limpeza e desinfecção dos materiais segue um fluxo rigoroso. Os instrumentais passam por etapas de alta performance tecnológica, desenvolvidas para eliminar qualquer tipo de microrganismo e reduzir ao máximo os riscos de infecção. 

Instrumentais cirúrgicos da Santa Casa recebem QR Code gravado a laser, permitindo rastreamento digital completo do uso em cada procedimento – Foto: Assessoria/Santa Casa Votuporanga

Na CME, nenhum processo é finalizado sem validação. Testes químicos e biológicos são realizados diariamente, assegurando que os materiais estejam totalmente esterilizados antes de serem liberados para uso. A precisão, nesse setor, é regra — e não exceção.

Os resultados desse cuidado aparecem nos indicadores de saúde. A Santa Casa de Votuporanga apresenta índices de infecção hospitalar considerados extremamente baixos. Em 2025, a média registrada foi de 0,8%, número bem inferior ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece como aceitável um índice de até 5%.

Para a instituição, investir em tecnologia, rastreabilidade e equipamentos modernos não é apenas um diferencial competitivo, mas um compromisso ético com a vida. Por trás de cada cirurgia, existe um trabalho silencioso e altamente técnico, garantindo que a maior preocupação do paciente seja apenas a recuperação.