AMOR, CLÁUSULA PÉTREA DA LEGISLAÇÃO DIVINA
Você já percebeu que existem dois tipos de poder? O que organiza o coletivo… e o que transforma o indivíduo?
Esses dias estive no plenário do Senado Federal em Brasília, naquele espaço onde o Brasil toma forma em letras, artigos e leis. Caminhar por lá, quase obriga a gente a pensar no peso que as decisões coletivas têm na vida de cada pessoa. E, enquanto observava tudo aquilo, me volta à mente uma velha história: a do pai que deu ao filho um quebra-cabeça. De um lado, o mapa do mundo e do outro, o rosto de uma pessoa.
A surpresa foi simples e profunda: quando o menino montou o rosto, o mundo inteiro se encaixou.
Nesses 20 anos de Instituto Novo Sinai, aprendi justamente isso.
As grandes reformas moldam o país, mas são as pequenas reconstruções que moldam um destino.
Quando uma pessoa é reorganizada por dentro, quando sua alma se realinha com o que é bom, justo e verdadeiro, algo no mundo lá fora também se reorganiza.
No Senado Federal Brasileiro se desenha o que protege o coletivo.
No Instituto, nós procuramos restaurar o que estava quebrado dentro do indivíduo.
E no meio dessas duas forças, o macro e o micro, está a maior cláusula pétrea da legislação divina: o amor.
Só ele transforma pessoas e pessoas transformam nações.
“Mas o fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz…” (Gálatas 5,22)
A PANDEMIA DOS JOGOS
Há cerca de duas semanas, lá no Instituto, nós recebemos cinco, exatamente cinco, pedidos de ajuda relacionados a dependência por comportamento compulsivo. O motivo? Jogos online.
E no congresso internacional Freemind, em Brasília, interagindo com especialistas sobre dependências, o coro é unânime:
“O jogo online virou uma pandemia silenciosa.”
Pra ter ideia: no ranking das dependências, o jogo já ultrapassou o tabaco. O cigarro caiu pra terceiro lugar, seguido por cocaína e crack, continuando o álcool ainda com a liderança.
Acreditem que ouvi o relato de uma moça que perdeu quinhentos mil reais, isso, meio milhão de reais em uma única noite.
Se isso não é pandemia, o que seria?
E o mais perverso é a narrativa dos meios de propaganda pilotados por influencers que tentam vender a ideia de que o jogo é um “investimento”, vendem a ilusão daquele ganho fácil que nunca chega.
Sabe gente, existe dentro de nós um espaço reservado pra Deus; quando esse espaço fica vazio, sempre aparece alguma “substância” pra tentar ocupá-lo.
Pais, professores, líderes, formadores de opinião, isso não é ameaça futura, é uma urgência do agora.
“Não vos deixeis escravizar por coisa alguma.” (1 Coríntios 6,12)
POR NÓS NÃO MINTA AQUI, POR VOCÊ NÃO MINTA EM LUGAR NENHUM
Na sala onde trabalho quando não estou no Instituto, coloquei um adesivo na parede. Peguei aquele aviso clássico do cigarro e adaptei: “Para o bem das nossas relações comerciais, não minta aqui. Para o seu bem, não minta em lugar nenhum.”
Porque, no mundo corporativo, a tentação da “pequena mentira funcional” a tal mentira do bem, parece sempre à espreita:
Pra fechar uma venda…
Pra valorizar um produto…
Pra vender um carro como “única dona, quilometragem original” …
Mas o problema é mais antigo.
A primeira mentira foi lá no Éden: A serpente enganou Eva, Eva enganou Adão, Adão tentou enganar até Deus.
Resultado? Perderam o paraíso.
Imagine um mundo sem mentira.
Quanto tempo, quanto dinheiro, quanta saúde a humanidade economizaria?
E Jesus não deixou margem:
“Satanás é o pai da mentira.”
Ou seja, a cada mentira, grande ou pequena, você está dando ao mal o direito de dizer: “Tô dentro”.
“Fale a verdade cada um com o seu próximo.” (Efésios 4,25)
A ESPIRAL DO SILÊNCIO
Numa conversa, quando surge uma opinião contrária à nossa, a tendência natural é se calar.
As vezes por timidez, as vezes por falta de argumentos, mas muitas vezes, por medo de contrariar aquilo que parece ser o senso comum.
O problema é que a opinião considerada “majoritária” nem sempre é majoritária — ela só costuma ser a mais barulhenta.
E os meios de comunicação são amplificadores poderosos.
Com os recursos certos, uma opinião minoritária pode parecer universal.
Assim, o silêncio dos bons costuma produzir mais dano que o grito dos maus.
Não se cale diante do que é verdadeiro.
Abandone o conforto da omissão.
A fé e a verdade não precisam de gritos, mas precisam de voz firme, serena, respeitosa e presente.
“Abra tua boca a favor do mudo.” (Provérbios 31,8)
ACREDITAR EU NÃO ACREDITO, MAS QUE EXISTE, EXISTE
Penso que Deus acredita mais no ser humano do que o ser humano acredita em Deus.
E dá pra perceber: quantas pessoas você conhece dispostas a morrer por Deus?
Agora lembre: Deus morreu por você.
Alguns ateus dizem que não acreditam em Deus porque “há muita coisa que não entendem”.
E a verdade é simples: eu também não entendo um monte de coisas — e é justamente por isso que acredito.
Porque eliminar Deus da equação do universo é nos declarar órfãos do Criador.
É o maior gesto de prepotência espiritual.
E gosto da resposta irônica de um ateu não tão convicto que ouvi certa vez:
“Acreditar em Deus eu não acredito, mas que existe, existe.”
“Diz o insensato no seu coração: não há Deus.” (Salmo 13,1)
Por: Carlinhos Marques
Presidente Fundador Instituto Novo Sinai, idealizador projeto “Sobriedade Já”
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www.novosinai.org.br





