Salários atrasados e dívida com Talleres: Corinthians inicia semana pressionado por pagamentos 

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Osmar Stabile, presidente do Corinthians — Foto: Marcos Ribolli

Diretoria busca alternativas para quitar pendência com o elenco e corre contra o tempo para pagar dívida pela compra de Garro.


Corinthians inicia a semana pressionado para solucionar duas pendências de curto prazo: os salários atrasados dos jogadores e da comissão técnica e a dívida com o Talleres, da Argentina, pela compra de Rodrigo Garro, em 2024.

Diferentemente do mês passado, quando os atrasos foram resolvidos em poucos dias, a diretoria evita estabelecer prazos e procura alternativas para quitar os débitos com o elenco.

O pagamento estava previsto para o quinto dia útil de junho.

Corinthians também corre contra o tempo para zerar a dívida de US$ 7 milhões (cerca de R$ 35,7 milhões) com o Talleres.

Em contato com a reportagem do ge, o presidente do clube argentino, Andrés Fassi, estabeleceu o dia 16 de junho, a próxima terça-feira, como novo prazo para o pagamento integral.

Caso não encontre uma breve solução, o Corinthians pode sofrer uma nova punição da Fifa.

O clube já cumpre um transfer ban em razão de uma dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela compra do volante José Martínez, em 2024.

O valor devido aos americanos é de aproximadamente US$ 1,5 milhão (R$ 7,54 milhões na cotação atual).

Outro problema

No final do último mês de março, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) condenou o Corinthians a pagar pouco mais de R$ 6 milhões ao Midtjylland, da Dinamarca, pelo descumprimento do acordo pela compra do volante Charles, realizada no segundo semestre de 2024. 

O clube tem 45 dias, contados a partir da publicação da decisão, para quitar a dívida com os europeus sob pena de sofrer um transfer ban.

Caso não encontre uma solução, o Corinthians corre o risco de voltar a ser punido pela Fifa. O prazo está próximo do fim. 

O valor devido é referente à terceira e última parcela da compra dos direitos de Charles. No acordo, firmado na gestão do presidente Augusto Melo, o Corinthians se comprometeu a pagar 1,6 milhão de euros em três vezes. A última parcela do contrato, no valor de 800 mil euros, venceu no dia 15 de março do 2025 e não foi paga.

No contrato assinado entre as partes, o Midtjylland colocou uma espécie de “cláusula de segurança”. Nela, os clubes concordaram que, caso o Corinthians atrasasse qualquer um dos pagamentos, haveria a cobrança de uma multa de 200 mil euros.

*Com informações do ge