“Riolinha, meu amor” incentiva a leitura e distribui mimos no Dia das Crianças

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Foto: Reprodução/Riolinha, meu amor

ONG de Riolândia/SP contou com auxílio de voluntários, comerciantes e do Instituto Mauricio de Sousa para tornar a data mais divertida.


Ações voluntárias em prol ao próximo garante o bem-estar de milhares de pessoas em todo o mundo diariamente, em Riolândia/SP, a professora, Ana Paula Lemos, decidiu criar uma ONG (Organização Não-Governamental) para potencializar suas ações sociais, e em conjunto com outros apoiadores, fazer ainda mais pela comunidade.

Ao jornal Diário de Votuporanga, Ana Paula explicou que a Instituição nasceu para dar face as ações que ela já desenvolvia: “Senti essa necessidade de contribuir, e o faço desde 2017, mas era sem divulgação, pensava que não deveríamos mostrar as ações de ajuda, depois percebi que mostrando os resultados poderia convencer mais pessoas a ajudar. E assim, em dezembro agora, nossa ONG completa um ano de fundação”.

Foto: Reprodução/Riolinha, meu amor

A professora contou que ‘Riolinha, meu amor’ conta com ao menos outras três voluntárias e que juntas desenvolvem diversos projetos, enquanto planejam diversas outras interações: “Aqui, geralmente, eu e mais três pessoas, voluntárias, temos a Cristiane, Juliene e Elaine que dedicam seus tempos e esforços para fazer o bem. A maioria professoras, isso automaticamente devido a profissão que nos permite um olhar diferenciado para as necessidades, principalmente das crianças”, salienta Ana Paula.

Durante o auge da pandemia do novo coronavírus, os trabalhos da ONG não pararam e a presidente alerta para o aumento do número de pessoas em vulnerabilidade social: “Nós não paramos, continuamos trabalhando, principalmente porque foi uma fase em que muitos comércios fecharam, empresas, usinas demitiram e com isso a necessidade aumentou. Temos sim, muitas pessoas em dificuldade. Casos de trabalhadores vindos das regiões norte e nordeste do Brasil que vieram para trabalhar, principalmente, em usinas; porém, com a terceirização e outros fatores acabaram perdendo seus empregos, colocando as famílias em situação de risco social”, pontua.

Entre os projetos está à ‘macarronada solidária’, iniciativa que ocorre todos os sábados, e que passou por alterações: “Não era macarronada, era sopa, mas devido a temperatura de nossa cidade mudamos o cardápio, e aí a gente distribui para famílias carentes, crianças, idosos. Contamos com auxílio em algumas coisas, do comércio de Riolândia, como por exemplo, de açougues que doam carne moída. É importantíssimo suprir essa necessidade, a gente procura só ajudar. Uma boa conversa, às vezes, uma orientação, e essa troca é muito válida. Uma boa conversa pode melhorar o dia de uma pessoa, num gesto simples”, explica Ana Paula.

Foto: Reprodução/Riolinha, meu amor

E a ação entre professores acabou fugindo aos limites de Riolândia, a líder da ONG conta a colaboração de educadores de municípios vizinhos como: Pontes Gestal/SP, Paulo de Faria/SP e Américo de Campos/SP dentre outros.

“A gente precisa demonstrar amor e carinho pelas crianças, pelas pessoas, além de contribuir para o desenvolvimento educacional e bem-estar da comunidade. Agora, no Dia das Crianças conseguimos com apoio do Instituto Maurício de Souza, cerca de 1.900 gibis que foram distribuídos para as crianças, junto com um mimo, para adoçar e incentivar a leitura de maneira divertida. As crianças aprovaram a ideia e os pais ficaram felizes. Isso faz bem”, finalizou Ana Paula.

Foto: Reprodução/Riolinha, meu amor

Quem quiser conhecer o trabalho ou ajudar com doações pode ligar no (17) 98119-3833 ou ir até a sede na Rua Projetada 8, nº 1271, no bairro Bela Vista, em Riolândia.