Balanço do primeiro trimestre do clube será apresentado em reunião do Conselho Deliberativo, na próxima terça-feira.
Um relatório do Conselho Fiscal do Santos aponta que a dívida do clube já ultrapassou R$ 1 bilhão. O documento será apresentado em reunião do Conselho Deliberativo do clube, marcada para a próxima terça-feira, na Vila Belmiro.
O relatório financeiro do Santos sobre o primeiro trimestre será apresentado para apreciação dos conselheiros, sem que haja nenhuma votação sobre o tema. O documento aponta que o passivo total no fim de março chegou a R$ 1.094.039.000. Em dezembro, esse valor estava em R$ 998.500.000.
Apesar disso, o Conselho Fiscal do clube ponderou que, apesar do aumento, o cenário poderia ser pior, já que a projeção inicial era que dívida fosse de R$ 1.163.739.000 para o mesmo período.
O Santos teve um aumento em relação a obrigações trabalhistas, passando de R$ 37.706.000 para R$ 68.810.000 e de direitos de imagem, que foram de e R$ 25.970.000 para R$ 50.867.000. Para efeito de comparação, a folha salarial do elenco profissional em outubro do ano passado estava em R$ 21, 9 milhões. Já em março deste ano, o custo foi de R$ 29,6 milhões.
Entretanto, o relatório cita que o aumento desses pontos decorre da “contratação de novos atletas e da consequente valorização do elenco, o que reflete no aumento do ativo intangível”.
Na conclusão, o relatório coloca que as contas estão dentro do orçamento aprovado neste ano. Entretanto, o Conselho Fiscal voltou a reiterar a necessidade de se manter a austeridade e o controle na contenção de novas dívidas: “Embora as sugestões deste conselho permaneçam voltadas para a equalização de custos e despesas, destaca-se a importância de manter a austeridade e o controle na contenção de novas dívidas e na renegociação das antigas, mesmo diante de variáveis externas que possam alterar o cenário planejado.”
O Conselho Fiscal também alertou para os atrasos que ocorreram para o pagamento de salários e direitos de imagens de jogadores durante os primeiros meses do ano: “Durante o trimestre analisado, foram identificados atrasos em determinadas obrigações dessa natureza. Devendo tal prática não ser reiterada, a fim de evitar rescisões unilaterais e incidências de multas contratuais. Contudo, conforme informações e documentos apresentados pela administração, a maior parte desses valores foi regularizada ao longo do segundo trimestre.”
*Com informações do ge





