Relação do governo Bolsonaro com a China é ‘futebol de várzea’, diz Fausto Pinato

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Pinato defende uma maior aproximação do Brasil com a China.


Em entrevista ao Papo Antagonista, o deputado federal Fausto Pinato (PP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, classificou como “futebol de várzea” as políticas do governo federal de combate ao coronavírus e as relações do país com o governo chinês. 

“O governo bateu, bateu, bateu (na China). Sabe aquele futebol de várzea, que não tem treinamento, quem joga de lateral-direito, de centro… e agora estamos com a esperança de que o Arthur Lira e o presidente do Senado (Rodrigo Pacheco) ajudem o Bolsonaro”, disse o parlamentar.

“Bolsonaro é teimoso e vai pagar um preço alto. Se não buscarmos uma alternativa para sermos autossuficientes, a economia não vai aguentar. É só olhar para a fisionomia do Guedes que você vê o desânimo do ministro”, pontou o parlamentar.

Pinato defendeu uma maior aproximação do Brasil com a China, principalmente em busca de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção local de imunizantes contra o coronavírus. 

Ainda durante a entrevista ao portal O Antagonista, o deputado federal classificou o governo federal como “covarde” por não liderar o processo de vacinação nacional contra a Covid-19. 

Na última quarta-feira, 10, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que autoriza estados e municípios a comprar e aplicar imunizantes, caso a União não adquira doses suficientes para os grupos prioritários. 

Para Pinato, essa lei abre uma brecha para que o governo federal se exima da responsabilidade pela vacinação contra a Covid-19. “Os governadores estão ganhando um presente de grego. Vai virar uma briga entre os estados. Alguns vão conseguir vacina, outros não. E não acho que os estados vão conseguir. Essa corrida pela vacina servirá para ele (Bolsonaro) se eximir, inclusive, de crime responsabilidade”, disse o parlamentar. 

Pinato complementou fazendo um prognóstico nada otimista sobre a vacinação. “Eu não acredito que vá chegar vacina a tempo no país. Essa é a verdade. Na minha opinião, tinha que ter alguém no comando. O vírus não escolhe esquerda, direita ou centro”.