Publicitária formada pela Unifev lança projeto cultural para promover inclusão de autistas no mercado de trabalho

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Publicitária formada pela Unifev lança projeto cultural para promover inclusão de autistas no mercado de trabalho - Foto: Reprodução

Formada em Publicidade e Propaganda pela Unifev, Aline Bençal propõe a transformação da cultura corporativa com as “Narrativas Atípicas”


A neurodiversidade no mercado de trabalho ganhou visibilidade com o lançamento de um trabalho idealizado por uma egressa da Unifev. A publicitária Aline Moreira Bençal, que atua no setor de Comunicação e Marketing da Instituição, desenvolveu recentemente o projeto cultural “Narrativas Atípicas”, com destaque na inserção de pessoas autistas adultas no ambiente profissional.

Aline, que se formou pela Unifev em 2021, elaborou, em parceria com a psicóloga Elaine Fogaça, o material “Micronarrativas Atípicas: o autismo adulto e o mercado de trabalho”, um recurso educativo com o intuito de contribuir com a cultura corporativa, promovendo o diálogo e a empatia entre pessoas típicas e autistas.

A iniciativa, lançada durante um evento em meados de outubro, é direcionada a gestores de RH, psicólogos, estudantes, colaboradores e comunidade em geral, com a finalidade de tornar os ambientes de trabalho mais acolhedores.

Relatos reais

A principal ferramenta do projeto é um baralho que combina informações úteis para as organizações sobre as práticas de acolhimento e micronarrativas baseadas em relatos reais de autistas adultos, aproximando as experiências atípicas do público típico. “É um recurso de sensibilização mais introspectivo e humanizado. Cada carta apresenta um relato revelando traumas, aprendizados e a busca por pertencimento no ambiente de trabalho para ser utilizado em treinamentos corporativos, estimulando a empatia e a mudança cultural nas empresas”, detalhou a publicitária.

Com a classificação indicativa a partir de 14 anos, também foi planejado para ser usado com e por adolescentes, como no contexto de programas de Jovem Aprendiz. Desta forma, o material atua na preparação para a inclusão, tanto para os jovens aprenderem sobre o tema quanto para eles próprios serem incluídos. “Nosso objetivo é contribuir em como os colaboradores enxergam o autismo no espaço corporativo das empresas e instituições. Trata-se de criar ambientes em que a neurodiversidade seja valorizada e favoreça o crescimento profissional. Essas cartas são um convite para uma conversa, um bate-papo, para que de fato as pessoas possam literalmente trocar de lugar e entender a perspectiva atípica”, finalizou.

O “Narrativas Atípicas” contou com o apoio da Prefeitura de Votuporanga, por meio do Programa Bolsa Cultura.