Os reajustem ocorrem uma vez ao ano e podem chegar a 3,81% em 2026.
A partir do dia 1º de abril, passam a valer os novos preços de medicamentos em todo o Brasil. A CMED (Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos) definiu o percentual de reajuste, que deve ser entre 1,13% e 3,81%.
Os preços atuais valem até o dia 31 de março. Os reajustes ocorrem uma vez ao ano, conforme a Lei 10.742, de 2003.
Segundo o secretário executivo da CMED, Mateus Amâncio, os remédios que têm maior concorrência no mercado poderão ficar até 3,81% mais caros. Já medicamentos classificados no nível 2, que têm nível intermediário de concorrência, poderão aplicar reajuste de até 2,47%. Os de menor concorrência, poderão ajustar valores em até 1,13%.
No entanto, o secretário explica que os índices definidos pela CMED não são de aplicação automática: “Muitas empresas podem optar por não aplicar o reajuste em sua totalidade”, afirmou. O valor também se aplica ao preço máximo que estava permitido. “Nem todas as empresas cobram preço máximo, por opção”, completou.
Em 2025, por exemplo, o teto autorizado chegou a 5,06%, mas poucos produtos alcançaram esse limite. Para o setor, o reajuste médio projetado é de cerca de 2,2%, muito abaixo da inflação e do aumento de custos médios. Essa moderação é justificada pela fórmula. O reajuste é composto por quatro indicadores: IPCA, Fator X (2,683%), Fator Z e Fator Y (0%), de modo que a produtividade superior do setor (Fator X) e o saldo dos custos (Fator Y) neutralizado reduzem o reajuste final.
A CMED organiza os produtos em três níveis de concorrência justamente para equilibrar oferta e demanda. Medicamentos com ampla oferta de genéricos (nível 1) têm maior liberdade de reajuste, enquanto produtos exclusivos (nível 3) têm reajuste mais contido. É importante notar que o reajuste incide sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), e não necessariamente sobre o preço efetivamente cobrado. Por isso, medicamentos reajustados podem ter preços diferentes de uma farmácia para outra, já que cada estabelecimento aplica sua política de descontos e margens. Além disso, algumas categorias ficam de fora da regra geral: fitoterápicos, medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência e remédios homeopáticos não seguem o reajuste previsto pela CMED.





