Ponte revelada pela seca volta a ficar submersa no Rio Grande

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Em outubro, o nível do reservatório da Usina de Marimbondo chegou a ficar abaixo dos 7%, revelando uma antiga estrada boiadeira construída na década de 50 para atravessar animais de Minas Gerais a Barretos/SP.


As chuvas das últimas semanas fizeram com que as ruínas e a ponte que tinham aparecido no meio do Rio Grande, em Guaraci/SP – aproximadamente 150km de Votuporanga/SP – voltassem a ficar submersas. 

Em outubro do ano passado, o nível do reservatório da Usina de Marimbondo chegou a ficar abaixo dos 7%, revelando uma antiga estrada boiadeira construída na década de 50 para atravessar animais de Minas Gerais a Barretos/SP. 

As chuvas de novembro e dezembro ajudaram a melhorar o cenário, mas ainda assim está bem diferente do que era antes da seca. 

“Passando uma curva, já era possível avistá-la [a ponte] de fora a fora. Ela [a água] deu uma subida muito boa. Tem uns dois metros de água para cima da ponte. Temos que tomar cuidado em algumas partes, que ainda estão baixas”, conta André Thomazelli, pescador profissional. 

Para se ter uma ideia, o nível da água está em aproximadamente 17%. No mesmo período do ano passado, ele era de quase 20%. Contudo, em anos anteriores, a marca era bem superior. Em 2019, por exemplo, o nível estava em 36,6%. 

“No ano passado, tivemos setembro praticamente seco, outubro com baixíssima quantidade de chuva, e novembro e dezembro abaixo da média. Tudo isso fez com que houvesse uma diminuição significativa da vazão dos rios, que apostam ao reservatório”, explica o professor de Hidrologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Jefferson Nascimento. 

Quando o reservatório está cheio, a água chega até embarcações flutuantes. Uma área de pastagem também fica totalmente coberta pela água. 

O aposentado José, que mora há mais de dez anos na região do rio Grande, afirma que nunca tinha visto uma estiagem tão forte como a do ano passado. 

“Gosto de pescar desde criança. Consumo peixe e gosto de estar aqui. Nos sentimos preocupados e medo de a água não voltar”, conta o aposentado José do Carmo da Silva.

*Com informações Gridania Brait / TV TEM