
Prejuízo às vítimas chega a quase R$ 2 milhões. Segundo a Polícia Civil, familiares e ‘laranjas’ teriam emprestado contas bancárias para movimentar valores obtidos nos estelionatos. Justiça determinou bloqueio de 14 veículos dos investigados.
A Polícia Civil começou a investigar mais dez pessoas suspeitas de envolvimento nos estelionatos em série aplicados contra clientes na compra e venda de veículos em São José do Rio Preto/SP. O prejuízo para as vítimas chega a quase R$ 2 milhões. A pedido da polícia, a Justiça determinou o bloqueio de 14 veículos dos dois suspeitos que estão presos.
Segundo apurado, o dono da empresa, Rodrigo Junior Veronezi, e o gerente Emmanuel Benitez, são investigados em pelo menos 15 inquéritos policiais por estelionato.
Um deles foi concluído em março deste ano e resultou na prisão de ambos. Com a conclusão deste primeiro inquérito, a dupla foi denunciada e virou ré por 29 estelionatos. Em 22 deles, a dupla é suspeita de fraude eletrônica.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Jonathan Marcondes, além dos veículos, a polícia pediu ainda à Justiça o bloqueio de imóveis e das contas bancárias dos investigados, em valores que ultrapassam os R$ 600 mil.
No total, o delegado explicou que pelo menos 140 clientes procuraram a delegacia para formalizar a denúncia com boletins de ocorrência. Agora, os inquéritos vão ser desmembrados para individualizar a conduta dos investigados.
Os outros dez suspeitos de envolvimento nos crimes são familiares ou “laranjas”, que emprestavam contas bancárias para a dupla aplicar o golpe.
Rodrigo foi preso no dia 23 de março em Goiânia/GO, a mais de 500 quilômetros de distância de Rio Preto. Depois, o gerente se apresentou à polícia e chegou a cumprir medidas cautelares em liberdade. Entretanto, Emmanuel foi preso em Rio Preto, no dia 17 de abril, após uma determinação da Justiça. A imprensa tenta contato com a defesa deles.
O crime
Conforme apontam as investigações da Polícia Civil, Rodrigo financiava veículos sem autorização dos proprietários e falsificava assinaturas em cartório para transferir os carros de forma irregular. Ele vendia os automóveis, mas não repassava o valor aos donos.
A polícia aponta que Emmanuel era o responsável por convencer e captar as vítimas na internet, com a oferta de consignação do veículo na loja, além de participar, junto com Rodrigo, das reuniões que levavam as pessoas a acreditarem que a proposta renderia bons resultados.
Já os compradores não conseguiam transferir a documentação de propriedade dos carros, pois os antigos donos não recebiam o pagamento.
Nos demais inquéritos, a dupla pode ser indiciada por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
*Com informações do g1




