Pai faz parto do 5º filho dentro de carro no acostamento da Rodovia Euclides da Cunha: ‘A ficha não caiu’

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Pais no carro junto com o pequeno Inácio após o parto no acostamento de rodovia em Mirassol — Foto: João Marcos Visotaky Junior/Arquivo pessoal

Parto ocorreu em Mirassol/SP na tarde desta terça-feira (27). Bebê, que recebeu nome de Inácio, nasceu saudável, com 3,5 quilos e 49 centímetros, e passa bem, assim como a mãe, Mônica Fugii, de 36 anos.


Um pai assumiu o desafio de fazer o parto do quinto filho dentro do carro, no acostamento da Rodovia Euclides da Cunha (SP-320), em Mirassol/SP, na tarde desta terça-feira (27.jan).

O menino, que recebeu o nome de Inácio, nasceu saudável, com 3,5 quilos e 49 centímetros, e passa bem, assim como a mãe, Mônica Mitiko da Silva Fugii, de 36 anos. O analista de tecnologia João Marcos Visotaky Junior, de 33 anos, contou ao g1 que, apesar de já ser o quinto filho do casal, foi a primeira vez que um parto aconteceu fora de um hospital.

O casal já tem um menino de oito anos, uma menina, de seis, o terceiro menino, de quatro, e outro menino, de dois. Com exceção do primogênito, João Marcos afirmou à reportagem que os outros nasceram de parto normal.

“Foi emocionante, mas fiquei mais impressionado como o corpo humano foi feito para que o parto normal funcione perfeitamente. Não tive dificuldade nenhuma. Na hora, é tanta adrenalina que eu só conseguia pensar no próximo passo. A ficha não caiu ainda. Quero contar essa história para todo mundo”, emocionou-se.

O pai disse que a esposa estava com 40 semanas de gestação quando as contrações começaram. O casal saiu de casa, em Santa Fé do Sul/SP, com destino à Beneficência Portuguesa, em São José do Rio Preto/SP. Durante o trajeto, a bolsa rompeu.

“Perguntei se a gente devia entrar na cidade, mas a Mônica disse que preferia arriscar e seguir até Rio Preto. Pouco depois, ela falou: ‘João, você vai ter que parar o carro. Vai nascer’. Eu parei o carro no acostamento, liguei o pisca-alerta, e desci para o lado dela para fazer o parto. Achava que estava calejado com bebês, mas aprendi algo novo”, lembra João Marcos.

Sem auxílio médico, João conta que precisou tranquilizar a esposa e fez o parto. Logo após o nascimento do filho, o analista de tecnologia ligou para a Polícia Militar, que foi até o local. Um dos policiais, Sandro Rogério da Silva, de 32 anos, revelou que, em dez anos de atuação, foi a primeira vez que vivenciou um parto dessa forma.

Isso porque, o próprio filho, à época, nasceu prematuro, com seis meses. O policial, no entanto, estava trabalhando e não pôde presenciar o momento: “Fui retribuído por viver essa experiência e ajudar de alguma forma. Sem dúvida participar de um nascimento é gratificante, mostra que estamos preparados para qualquer tipo de ocorrência. O momento é de muita adrenalina, toda atenção é voltada para a mãe e para a criança”, comenta o policial.

M Sandro Rogério da Silva (à esquerda) com outros policiais e os pais de Inácio, após o parto, em hospital em Rio Preto — Foto: João Marcos Visotaky Junior/Arquivo pessoal

Católico, o casal diz que segue os ensinamentos da igreja quanto ao uso de preservativos e, por isso, quer ter outros filhos. A chegada do quinto filho, segundo João, foi marcada por um significado ainda mais especial: em março de 2025, Mônica perdeu um bebê com cerca de 30 dias de gestação.

Depois do nascimento de Inácio, a família seguiu o trajeto até o hospital escoltada por viaturas da corporação. Na unidade de saúde, a mãe e o recém-nascido foram encaminhados para a enfermaria e têm previsão de alta médica nesta quarta-feira (28).

*Com informações do g1