
Mandados de busca e apreensão localizaram produtos identificados como tirzepatida e Dysport; investigação apura origem, regularidade e possível comercialização dos medicamentos.
Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quinta-feira (27.ago) resultou em duas prisões em flagrante durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Jales/SP e Santa Fé do Sul/SP. A ação faz parte de uma investigação que apura uma possível rede de comercialização irregular de medicamentos, entre eles produtos identificados como tirzepatida.
Os trabalhos foram conduzidos por equipes da Delegacia de Polícia de Santa Fé do Sul e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Jales. Os mandados foram expedidos pela Justiça no âmbito de um inquérito policial que busca esclarecer a origem dos produtos, sua regularidade e eventual destinação comercial.
Durante as diligências, os policiais localizaram diversas embalagens identificadas como tirzepatida, medicamento amplamente utilizado em tratamentos metabólicos, além de produtos comercializados sob a denominação Dysport 500. Todo o material foi apreendido e encaminhado para análise técnica.
Segundo a Polícia Civil, os exames deverão verificar a procedência, a autenticidade, a composição dos produtos e as condições em que estavam sendo armazenados e disponibilizados aos consumidores.
No decorrer da operação, duas pessoas foram conduzidas à unidade policial para prestar esclarecimentos. Após a avaliação preliminar dos elementos obtidos nas buscas, a autoridade policial ratificou as prisões em flagrante, em tese, pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou comercialização irregular de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Foi arbitrada fiança aos investigados, conforme previsão legal.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que a apuração ainda está em andamento e que a apreensão dos medicamentos representa apenas uma das etapas do trabalho investigativo. As diligências prosseguem para esclarecer como os produtos chegaram aos locais vistoriados, se havia finalidade comercial e se outras pessoas podem estar envolvidas no esquema investigado.
Além dos possíveis desdobramentos criminais, o caso chama a atenção para os riscos à saúde pública associados à circulação de medicamentos fora dos canais oficiais de distribuição. A falta de garantias sobre procedência, armazenamento, composição e autenticidade dos produtos pode representar riscos significativos aos consumidores.
As investigações seguem em andamento e as responsabilidades serão definidas após a conclusão dos laudos periciais e demais diligências determinadas pela autoridade policial. Até o momento, os envolvidos permanecem sob investigação, observando-se os direitos e garantias previstos na legislação.




