
Animal encontrado morto na Rodovia Dr. Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463) apresentava fragmentos compatíveis com chumbinhos e outras lesões pelo corpo; exames complementares devem apontar a causa da morte.
Uma onça-parda macho adulta encontrada morta após ser atropelada na Rodovia Dr. Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), em Araçatuba/SP, apresentava projéteis alojados no crânio, segundo a necropsia realizada pelo setor de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp.
O animal foi recolhido na noite desta segunda-feira (31.ago), após o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) registrar o atropelamento por volta das 22h55, na altura do km 55,5 da rodovia, no sentido norte. Após o recolhimento, a carcaça foi encaminhada para análise veterinária na universidade.
De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo exame, a avaliação inicial identificou a presença de projéteis possivelmente do tipo chumbinho alojados em tecidos moles da região craniana. A necropsia também constatou lesões na face e na cavidade torácica do animal.
A descoberta levanta a hipótese de que a onça tenha sido atingida por disparos em momento anterior ao atropelamento e conseguido sobreviver aos ferimentos. No entanto, os especialistas ressaltam que ainda não é possível afirmar se os projéteis tiveram relação direta com a morte.
Para aprofundar a investigação, uma radiografia será realizada nos próximos dias. O exame deverá verificar a existência de outros projéteis ou lesões internas que não puderam ser identificados durante a avaliação macroscópica.
Segundo a Unesp, quando o corpo chegou ao setor de Patologia, o animal já estava morto havia algumas horas. Por isso, a causa do óbito ainda permanece indeterminada.
Os exames complementares serão fundamentais para esclarecer se a morte foi provocada exclusivamente pelo atropelamento ou se outros fatores, como ferimentos anteriores causados por disparos, contribuíram para o desfecho.
A onça-parda é uma espécie nativa da fauna brasileira e sua presença é comum em áreas de vegetação próximas a rodovias, o que aumenta os riscos de atropelamentos e acidentes envolvendo animais silvestres. O caso segue sendo acompanhado por pesquisadores da Unesp, que aguardam os resultados dos exames para concluir o laudo pericial.




