Cantor baiano enfrentava um câncer do sistema linfático e deixa um legado marcado por sucessos como “Mila”, “Beijo na Boca” e “A Vida é Festa”.
O cantor Netinho, um dos principais nomes da história do axé music, morreu nesta terça-feira (13.out), aos 60 anos, em Salvador/BA. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático, diagnosticado após uma série de internações e tratamentos iniciados em 2025.
Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, Netinho nasceu em 12 de julho de 1966 e mudou-se ainda criança para Salvador. O contato com a música começou cedo, mas a projeção nacional veio em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo durante o Carnaval da capital baiana.
No mesmo ano, o cantor estourou nacionalmente com “Beijo na Boca”, música que se tornou um dos marcos do axé music e abriu caminho para uma sequência de sucessos. Ao longo da carreira, emplacou canções como “Estrela Primeira”, “Barracos”, “A Vida é Festa” e “Mila”, esta última considerada um dos maiores símbolos de sua trajetória artística.
Em 1993, Netinho iniciou a carreira solo e consolidou seu nome entre os artistas mais populares do gênero. O sucesso ultrapassou as fronteiras brasileiras e levou o cantor a se apresentar em diversos países, ampliando a presença da música baiana no exterior.
Além dos palcos, também teve atuação como empresário do setor musical. Investiu na criação de um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro, utilizado por artistas consagrados da música brasileira e internacional, e lançou um selo voltado à revelação de novos talentos baianos.
A trajetória do artista também foi marcada por desafios de saúde. Em 2013, sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), enfrentando complicações que o afastaram temporariamente dos palcos. Mesmo diante das dificuldades, manteve a carreira e a proximidade com os fãs.
Netinho deixa a filha, Bruna Trindade, familiares, amigos e uma legião de admiradores que acompanharam sua trajetória de mais de três décadas na música brasileira.
Com sucessos que embalaram carnavais e marcaram diferentes gerações, o cantor deixa um legado que ajudou a consolidar o axé music como um dos movimentos mais populares da música nacional.





