Médico da família e comunidade esclarece sobre Coronavírus

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O mundo está em alerta com o avanço do novo Coronavírus. A epidemia atual foi batizada pela Organização Mundial da Saúde como Covid-19. Com os casos confirmados no Brasil, muitas pessoas têm dúvidas sobre a doença.

Em entrevista o médico da família e da comunidade, Dr. Ernesto José Hoffmann para dar esclarecimentos. “Os Coronavírus são uma grande família de vírus que geralmente infectam animais, mas que às vezes podem evoluir e atingir os seres humanos. O chamado “Novo Coronavírus” ou “Coronavírus de Wuhan” possui o potencial de causar doença respiratória de maior gravidade”, disse.

Ele ressaltou que os sintomas são principalmente respiratórios. “O paciente pode apresentar febre, tosse, dispneia (“falta de ar”) e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até a morte”, complementou.

Dr. Ernesto reforçou que, por mais que o vírus tenha um alto índice de contaminação, o risco de mortalidade é baixo. “A maior parte das pessoas infectadas irá desenvolver sintomas leves, similares à gripe, ou até mesmo nem desenvolverem sinais”, ressaltou.

Fatores de risco

Como se trata de uma nova doença causada por vírus, praticamente ninguém possui imunidade. “Considera-se em risco qualquer pessoa que tenha viajado para algum dos países com histórico de transmissão local ou que tenha tido contato com indivíduos com casos suspeitos ou confirmados”, explicou.

Transmissão

 

A forma de transmissão se dá através da dispersão de gotículas de pessoas infectadas e contato direto com estas. “A grande preocupação no momento é que o período de incubação (indivíduo já infectado com o vírus, porém ainda sem sintomas) varia de 05 até 16 dias, e como alguns dados preliminares sugerem,  o Coronavírus possa começar a ser transmitido mesmo sem sintomas”, afirmou.

Onde procurar atendimento

Dr. Ernesto explicou que o local de atendimento depende da gravidade dos sintomas apresentados. “Pacientes com febre, tosse, gripe, aliadas a doenças respiratórias podem ser acompanhados em nível de consultas de consultório, como em nossa sede do SanSaúde para usuários de nosso plano, ou na Unidade Básica de Saúde mais próxima – via Sistema Único de Saúde (SUS). Casos com falta de ar importante ou sintomas semelhantes ao de uma pneumonia ou choque devem ser atendidos em nível hospitalar ou de pronto socorro”, disse.

Tratamento

Não existe um tratamento específico para o Coronavírus. “É importante procurar atendimento médico para seguir certas orientações. As suspeitas devem ser notificadas e os pacientes devem ser colocados em isolamento domiciliar por 14 dias. Casos graves requerem internação, com uso de alguns anti-virais e antibióticos”, afirmou.

Prevenção

A melhor prevenção ainda consiste de ações simples que não impactam a rotina da população, como:

– Lavar as mãos antes e depois das refeições com sabão ou detergente;

– Lavar as mãos após uso de transporte público (ônibus, circular, metrô, trens). Caso não tenha acesso a algum banheiro, ter álcool em gel sempre na bolsa facilita;

– Ao tossir e espirrar, utilizar lenços de papel para evitar que as secreções sejam eliminadas no ar;

– Evitar apertos de mãos e beijos/carinhos no rosto;

– Evitar tocar os olhos, o nariz e a boca sem que as mãos estejam limpas.

Com relação ao uso de máscaras, recomenda-se às pessoas que estão possivelmente infectadas o seu uso para evitar a propagação de gotículas, bem como pelos profissionais de saúde que farão atendimento a esse grupo. É importante destacar que a máscara cirúrgica não está indicada para a população em geral, pois não protege quem a utiliza de doenças transmitidas por aerossóis/gotículas.