A manifestação volta a ocorrer neste sábado (14), a partir das 9h, na Praça da Concha Acústica. O movimento, que arrecadou cerca de 5 mil assinaturas para um abaixo-assinado que será encaminhado ao Ministério Público, também realizará uma carreata.
Jorge Honorio
[email protected]
Um novo protesto está agendado para a manhã deste sábado (14.fev), a partir das 9h, na Praça Cívica Professor Benedito Lopes de Oliveira – Praça da Concha Acústica, no centro de Votuporanga/SP, e deve reunir munícipes descontentes com o aumento das contas de água. O evento deve ser similar ao que ocorreu no último sábado (7), porém, além da coleta de assinaturas, os manifestantes preveem uma carreata e um buzinaço pelas principais ruas e avenidas da cidade a partir das 15h.
Conforme noticiado pelo Diário, o imbróglio teve início nos primeiros dias de janeiro, quando faturas chegaram nas residências com valores acima dos considerados ‘normais’. O assunto reverberou rapidamente nas redes sociais, onde a população buscava entender o motivo do aumento vertiginoso do valor da fatura e desaguou em protestos durante as três sessões ordinárias da Câmara Municipal, realizadas neste ano.
Ainda no dia 26 de janeiro, o prefeito Jorge Seba (PSD), ao lado do superintendente da Saev Ambiental, Luciano Passoni, e do presidente da Câmara Municipal, Daniel David (MDB), anunciou medidas administrativas, como a abertura de uma sindicância para apurar possíveis erros no faturamento das contas de água emitidas pela Saev Ambiental.
Contudo, em entrevista nesta quinta-feira (12), concedida à Rádio Cidade, Luciano Passoni, foi categórico ao afirmar que não houve qualquer tipo de erro por parte da Saev Ambiental, atrelando o aumento no valor das faturas a “uma junção de fatores”, como por exemplo: reajuste inflacionário, adequação da Taxa de Lixo de 25% para 50%, e da Tarifa do Esgoto de 90% para 100%.
Ainda na última segunda-feira (9), durante a 3ª sessão ordinária da Câmara, manifestantes irritados com o que classificaram como ‘apatia’ dos vereadores diante da demanda reivindicada, consideraram direcionar o protesto para a frente do condomínio onde mora o prefeito Jorge Seba (PSD). Contudo, a forte chuva que caia e a falta de estrutura prévia como carros de som fizeram parte do movimento retroceder.
Ao Diário, uma das lideranças do movimento afirmou que o grupo já arrecadou cerca de 5 mil assinaturas e que o trabalho deve continuar em ritmo acelerado, tanto nos bairros quanto no centro da cidade.
Na pauta, segundo os manifestantes, as principais reivindicações são: as revisões no valor da tarifa de esgoto, que atualmente é de 100%, além da polêmica Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos (TMRS), ou ‘Taxa do Lixo’, como ficou conhecida a iniciativa da Prefeitura de Votuporanga, aprovada pela Câmara Municipal na última sessão ordinária de 2024.
“Nosso foco é conseguir o maior número de assinaturas possíveis para peticionarmos o Ministério Público. O objetivo é a revisão da cobrança em no máximo 50% da taxa de esgoto, além de extinguir ou fixar a Taxa do Lixo, essa cobrança precisa ser justa, fixa, proporcional ao serviço prestado ao votuporanguense. Na verdade, descobrimos que a Taxa do Lixo atrelada a água é crime, caracteriza venda casada pelo PROCON”, detalhou o líder comunitário, Emerson Queiroz.
“É importante deixar claro que não se trata de politicagem, de lado partidário, o movimento é orgânico, legítimo e motivado pelo aumento gigantesco no valor da conta de água”, concluiu.
Ainda segundo apurado, além do protesto deste sábado, o grupo prepara uma nova manifestação na Câmara, na próxima quarta-feira (18), durante a 4ª sessão ordinária da Casa de Leis.





