Justiça condena cinco réus do ‘Caso Francis’ em Votuporanga 

8
Justiça condena cinco réus do 'Caso Francis' em Votuporanga – Foto: Arquivo/Diário de Votuporanga

Somadas, as penas ultrapassam 180 anos de prisão. O corpo de Francis Felipe Plácido de Jesus, de 21 anos, foi encontrado em um córrego próximo ao bairro rural do Cruzeiro, em agosto de 2022.


O julgamento dos cinco acusados pela morte de Francis Felipe Plácido de Jesus, de 21 anos, crime que chocou Votuporanga/SP, em agosto de 2022, terminou por volta das 2h30 da madrugada desta sexta-feira (28.nov), após longas horas de debates no Tribunal do Júri.

O julgamento foi considerado sensível uma vez que colocou no tribunal envolvidos nos episódios da “guerra do tráfico”, período de assassinatos seguidos que espalhou medo pelo município.

De acordo com o apurado, todos os réus foram considerados culpados pelo Tribunal do Júri e as penas, somadas, ultrapassam 180 anos de prisão. 

Apontado como mentor do homicídio, V.F.G., vulgo “Vinicinho”, na época do crime com 21 anos, recebeu a maior condenação: 53 anos de reclusão. Ele foi preso durante trabalho da Polícia Civil, enquanto se escondia na zona norte de São José do Rio Preto/SP.

Já Ederson, vulgo “Alemão”, foi sentenciado a 48 anos, enquanto R.N.P., vulgo “Neguim”, preso em uma chácara em Cosmorama/SP, durante uma operação que contou com apoio do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e do helicóptero Águia, recebeu sentença de 30 anos de reclusão.

Por sua vez, G.F.G., foi condenado a 27 anos de prisão, e Thiago, vulgo “Batata”, recebeu sentença de 26 anos e 8 meses.

Eles foram condenados por homicídio qualificado por motivo fútil, dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e incêndio.

Ainda segundo apurado pelo Diário, as defesas dos réus irão recorrer das respectivas sentenças.

O julgamento, considerado um dos maiores da história de Votuporanga, ocorreu sob forte esquema de segurança, envolvendo a atuação conjunta das Polícias Civil, Militar e Polícia Penal, além de bloqueios no entorno do Fórum.  

Relembre o caso

Segundo a investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Francis Felipe Plácido de Jesus foi atraído para uma falsa confraternização em um rancho no bairro Boa Vista, sendo posteriormente levado para uma área de mata às margens de um córrego próximo ao bairro rural do Cruzeiro, na divisa entre Votuporanga/SP, Sebastianópolis do Sul/SP e Nhandeara/SP, onde caiu em uma emboscada. 

De acordo com a Polícia Civil, ele foi executado a tiros, inclusive na região da cabeça. O corpo foi encontrado na manhã da terça-feira, dia 13 de setembro, 18 dias após o desaparecimento.

Nas diligências, os policiais civis localizaram o VW/Fusca utilizado por Francis totalmente incendiado, próximo ao local onde o corpo foi achado.

O inquérito instaurado apontou que o homicídio foi motivado por rivalidade entre grupos criminosos de Votuporanga. Em seguida, os acusados foram sendo presos ainda durante a fase investigativa.

O caso teve desfecho durante a sessão do tribunal do Júri que terminou na madrugada desta sexta-feira (28), no Fórum de Votuporanga.