Glitter que não sai da memória

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Grandes nomes como Wesley Safadão, Dennis DJ, Léo Santana, Claudia Leitte e Monobloco garantiram a diversidade de ritmos que marcou as três noites do Oba - Foto: Leidiane Caroline

A 18ª edição atraiu mais de 50 mil foliões ao longo de três noites, trouxe grandes nomes da música ao palco, promoveu inclusão por meio da Pista Solidária e impulsionou a economia de Votuporanga no Carnaval 2026.


@caroline_leidiane

Votuporanga entrou definitivamente no ritmo do Carnaval com o retorno do Oba Festival à cidade onde nasceu há duas décadas. Durante três noites, o Centro de Eventos “Helder Henrique Galera” recebeu mais de 50 mil foliões em uma estrutura robusta, com tecnologia de reconhecimento facial, setores diversificados e programação musical plural.

Saene Alana e Raiany Almeida – Foto: Leidiane Caroline

A convite da Itaipava, a reportagem esteve no camarote exclusivo da marca. Do espaço, com visão privilegiada do palco, foi possível observar o espetáculo de luzes, fantasias e coreografias que transformavam cada apresentação em um grande coro coletivo, sem perder a conexão direta com a vibração da pista.

Juliana Piovesana, Lavinia Miranda, Mariana Maluf, Roberta e Letícia Barcelos – Foto: Leidiane Caroline

A diversidade de ritmos foi um dos pontos altos da edição. Subiram ao palco nomes como Wesley Safadão, Dennis DJ, Léo Santana, Claudia Leitte, Banda Eva, Turma do Pagode, MC Hariel e Monobloco, conduzindo o público por diferentes atmosferas — da Noite Neon à Noite da Fantasia.

Bruna Campos, Fernanda Abreu, Fabricio, Camilla Chamon e Wevair – Foto: Leidiane Caroline

Novidade desta edição, a Pista Solidária — criada em parceria com o poder público — ampliou o acesso ao festival permitindo a entrada gratuita mediante a doação voluntária de 1 kg de alimento não perecível. A iniciativa mobilizou o público, reforçou o caráter inclusivo do evento e garantiu a arrecadação de alimentos destinados ao Fundo Social de Solidariedade de Votuporanga, cujo total será contabilizado nos próximos dias.

Entre estreantes que realizaram o desejo antigo de viver a experiência do evento, Saene Alana contou que escolheu este ano para finalmente participar da festa ao lado dos amigos.

“É o meu primeiro Oba. Eu sempre tive muita vontade de vir. Vim para curtir com os meus amigos e sinto que este ano será inesquecível. O Oba é o melhor do mundo”, disse ela, radiante.

Mirela Caneguim e Viviane Martins – Foto: Leidiane Caroline

Frequentadora assídua da festa, Raiany Almeida destacou a fidelidade ao evento e a tradição de marcar presença a cada edição:

“Estou aqui já pela milésima vez, e é todo ano uma experiência incrível. Por isso que eu não deixo de participar nunca do Oba Festival.”

Vinda do Sul do país para viver a experiência pela primeira vez, Juliana Piovesana fez uma pausa na folia para contar que se surpreendeu com o clima contagiante do evento e aproveitou para incentivar novos foliões a conhecer o festival.

“Sou de Curitiba. Este é meu primeiro ano aqui no Oba e eu estou amando. A energia do pessoal é incrível, a festa é maravilhosa. Para quem ainda não conhece, eu recomendo: venha fazer parte dessa festa, porque realmente vale a pena”, disse quase sem fôlego.

Em meio a uma turma animada que atravessou quilômetros para viver novamente a experiência do evento, Bruna Campos, de Sete Lagoas (MG), falou sobre o retorno ao festival e a empolgação do grupo durante todos os dias da festa.

“É a minha segunda vez no Oba. Vim pela primeira vez em 2025, foi maravilhoso, e com certeza voltaremos. Desta vez, viemos com uma turma de mais de trinta pessoas para curtir o Carnaval todos os dias do festival”, afirmou com entusiasmo.

Daiane Munhoz – Foto: Leidiane Caroline

Enérgica e surpresa com a experiência, a mineira Fernanda Abreu contou que decidiu participar do festival após indicação de amigos e ressaltou os pontos que mais chamaram sua atenção durante a noite:

“Estou aqui pela primeira vez e superou muito as minhas expectativas. A organização é muito top. Eu até comentei com a galera que veio comigo que não vi nenhuma briga, coisa que a gente costuma ver em Carnaval. Com certeza vou voltar mais vezes. Meus amigos sempre me indicavam essa festa, então decidi vir com eles — e a turma é bem grande”, finalizou ela apontando para a galera.

Veruska Lacerda – Foto: Leidiane Caroline

Entre um hit e outro, Lucas Henrique mencionou sobre a importância da iniciativa social para ampliar o acesso ao evento e celebrou a possibilidade de viver a festa rodeado pelos amigos.

“Eu sempre gostei do Oba, e a Pista Solidária é uma oportunidade de conhecer o festival. Vim para curtir, dançar, pular, cantar e trocar ideia. E o melhor, né? A gente ainda está ajudando uma causa maior. Então é só alegria!”, exclamou ele.

Nayara Ribeiro e Anderson Brentan – Foto: Leidiane Caroline

Fora do recinto, os reflexos foram significativos. A rede hoteleira registrou ocupação máxima, imóveis de temporada foram disputados e a movimentação financeira estimada em R$ 70 milhões evidenciou o impacto do evento na economia local.

Ao fim da terceira noite, restou no ar a sensação de despedida que todo Carnaval carrega: abraços prolongados, promessas de reencontro e aquela saudade que começa antes mesmo da última música.

O Oba Festival encerrou sua 18ª edição consolidando Votuporanga no circuito do Carnaval paulista e deixando um rastro de glitter, abraços apertados e refrões gritados a plenos pulmões, embalados por pulos que pareciam não ter fim.

Fica a sensação de que a festa ainda ecoa pelas ruas — e a certeza de que, quando fevereiro chegar outra vez, a cidade vai vibrar ainda mais alto, mais colorida e no compasso contagiante que transforma cada noite em uma grande celebração coletiva.