Flávio Bolsonaro tem 50% de rejeição contra 48% de Lula, aponta BTG/Nexus 

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Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Ricardo Stuckert e Raul Spinassé/Divulgação

Presidente oscila dentro da margem de erro na série histórica, enquanto candidatos da oposição apresentam maior desconhecimento do eleitorado.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) registra 48% de rejeição entre os eleitores brasileiros, indicando a parcela que não votaria nele de jeito nenhum. O levantamento da BTG/Nexus, divulgado nesta segunda-feira (27.jul), mostra que o atual mandatário oscilou dois pontos percentuais em relação à rodada anterior, quando marcava 46%. O senador Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição, lidera o índice negativo com 50%, configurando empate técnico na margem de erro.

Na série histórica iniciada em março, o índice negativo de Lula variou entre 46% e 49%. O patamar de eleitores que afirmam ser o petista o único em quem votariam permaneceu estável em 37%, enquanto 13% admitem que poderiam escolhê-lo, estruturando seu teto eleitoral.

Oposição e espaço para crescer

Os dados de rejeição expõem o desafio dos candidatos alternativos em consolidar viabilidade. O senador Flávio Bolsonaro oscilou negativamente um ponto ante o pico de 51% registrado no fim de junho. Seu desconhecimento, porém, é quase nulo, com apenas 3% de eleitores que não o conhecem.

Por outro lado, nomes testados no cenário apresentam menor rejeição e maior desconhecimento. Ronaldo Caiado é rejeitado por 29% dos entrevistados, mas 31% afirmam não conhecê-lo. Romeu Zema tem 32% de rejeição e 31% de desconhecimento, indicando margem para crescer.

Cabo Daciolo soma 38% de rejeição, com um nível de desconhecimento da ordem de 42%. Já Renan Santos é rejeitado por 27%, possuindo índice de desconhecimento de 44%. Augusto Cury tem 26% de rejeição e é desconhecido por 52% da amostra. 

Metodologia

A pesquisa da Nexus foi realizada entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores em todo o território nacional. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-01489/2026.