Garoto foi atingido com pá de lixo por colega em Birigui/SP; menino apresentou hemorragia cerebral e está internado na UTI da Santa Casa de Araçatuba/SP.
A Polícia Civil de Birigui/SP vai investigar uma agressão ocorrida dentro de uma escola estadual do município, que deixou um adolescente de 13 anos em estado gravíssimo, na UTI neurológica da Santa Casa de Araçatuba/SP.
O episódio ocorreu em 29 de julho, no momento da saída dos alunos, mas só chegou ao conhecimento da polícia nesta quarta-feira (5.ago), quando a mãe da vítima registrou um boletim de ocorrência.
No dia dos fatos, outro estudante de 13 anos atingiu o colega com uma pá de lixo, em um dos corredores da escola, na hora da saída dos alunos. O estudante frequentou as aulas normalmente até que, dois dias depois (31 de julho), começou a apresentar confusão mental, palidez e fortes dores de cabeça.
Após atendimento inicial no Pronto-Socorro de Birigui, o quadro se agravou e ele foi transferido em 1º de agosto para a Santa Casa de Araçatuba, onde exames de tomografia constataram uma hemorragia cerebral.
Diante do agravamento no estado de saúde do filho na madrugada desta quarta-feira (5), a mãe procurou o Conselho Tutelar e registrou o caso na Polícia Civil. A ocorrência, inicialmente acompanhada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), foi repassada ao 1º Distrito Policial de Birigui, que investiga a conduta análoga ao crime de lesão corporal, previsto no artigo 129 do Código Penal.
A mãe do adolescente agredido relatou à polícia que não foi notificada pelo colégio do ocorrido no dia da agressão. De outro lado, a escola alega que, devido à movimentação de estudantes no momento da saída, a agressão não foi percebida pelos funcionários, mas que, no dia seguinte, a direção da escola ouviu os dois menores, que classificaram o ato como uma “brincadeira”, sendo orientados sobre os riscos de violência.
As autoridades requisitaram laudos ao Instituto Médico Legal (IML), relatórios médicos das unidades de saúde e já ouviram a professora da turma. Os responsáveis pelos envolvidos prestarão depoimento. O boletim também registra que o jovem faz uso contínuo de medicação para TDAH.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou a violência, afirmou ter realizado reunião de mediação e informou que presta suporte à família.





