Dorival vê jogo controlado do Corinthians na Vila e minimiza pressão: “Dou pouca importância” 

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Dorival Júnior em Santos x Corinthians — Foto: Marcos Ribolli

Treinador do Timão comentou as críticas sofridas após derrota para o Coritiba e analisou a atuação da equipe no clássico contra o Santos, pela sexta rodada do Brasileirão.


Dorival Júnior minimizou a pressão recebida após a derrota para o Coritiba na quarta-feira. Em entrevista concedida neste domingo, depois do empate com o Santos por 1 a 1, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador destacou seu trabalho no Corinthians e reforçou o contato diário com o executivo de futebol Marcelo Paz e o presidente Osmar Stabile.

“É só fazer um levantamento do jeito que eu peguei o clube e como está hoje. Se for negativo, dou a mão à palmatória. Sou tranquilo, faço o meu trabalho. Estou diariamente com o Marcelo e com o presidente conversando. A partir do momento que eles definirem que o ideal não é minha permanência, não é motivo para postergar isso”, disse.

“É muito estranho isso no Brasil, é por isso que estamos sempre na contramão do que acontece no futebol mundial e a gente não aprende. Isso, para mim, sou muito sincero. Dou pouca importância, me preocupo com o meu trabalho”, acrescentou.

Na sequência, Dorival reforçou que não se sente ameaçado no Corinthians: “Isso é para vocês terem assunto. Quero o bem do Corinthians, não quero o mal. Foi algo que eu falei? Se foi, eu mantenho porque quero bem do Corinthians”, comentou.

“A minha fala foi muito importante para o mercado porque deu um recado que não venderemos por qualquer preço. O Corinthians tomou a decisão correta. No São Paulo, falei do Beraldo, no Santos falei do Gabriel Barbosa e os clubes não se arrependeram. Os clubes venderam por mais do dobro do valor que era falado”, detalhou.

O treinador do Timão também justificou sua ausência na reunião entre lideranças das principais torcidas organizadas do clube e jogadores no CT Joaquim Grava, na última sexta-feira.

“Eu não estava no CT porque não sabia que aconteceria. Tinha exames marcados, acompanhei parte do treinamento e fui embora faltando alguns minutos. Não sabia que aconteceria, já aconteceu em outros clubes, não fujo desse tipo de compromisso. Não teve agressão, não teve nada de desleal. É o ideal? Não é o ideal, mas às vezes faz parte do que estamos vivendo”, respondeu.

Sobre o clássico contra o Santos, Dorival Júnior destacou o controle corintiano em boa parte da partida: “Foi um jogo que controlamos praticamente dos 15 minutos até o fim. Buscamos ter um ímpeto maior, acelerando como deu a troca de passe, buscando infiltrações, foi uma partida difícil de se jogar. Muito truncada, muito disputada. Nós sofremos ao longo do período”, concluiu.

O Corinthians volta a campo na quinta-feira, às 21h30, quando visita a Chapecoense, em Chapecó.

*Com informações do ge