
De 8 a 16 de agosto, Votuporanga recebe a 16ª edição do festival, que homenageia Janaina Tokitaka e deve contar com shows de Frejat, Falamansa e o espetáculo da Turma da Mônica, ainda em processo de contratação.
@caroline_leidiane
O Festival Literário de Votuporanga (Fliv) 2026 começa no dia 8 de agosto, aniversário do município, e promete transformar o Parque da Cultura em um espaço dedicado à literatura, às artes e ao encontro entre diferentes manifestações culturais. Até o dia 16, o evento reunirá escritores, educadores, artistas e leitores em uma programação gratuita voltada a todas as idades.
Além das mesas literárias, oficinas, contações de histórias, exposições e atividades formativas, a organização trabalha na contratação das atrações musicais da 16ª edição.
Entre os nomes em negociação para integrar a programação estão os shows de Falamansa, previsto para sábado (8/8), do espetáculo da Turma da Mônica, programado no domingo (9/8), e de Frejat, com apresentação no último dia do festival (16/8).
Também estão em acertos contratuais os shows infantis da Trupe Trupé e do Grupo Kombinados, ambos reservados para sábado (15/8). A confirmação das atrações ocorrerá após a conclusão dos trâmites de contratação.
Com o tema “Criadores de futuros: literatura abrindo janelas para novos mundos”, o festival propõe uma reflexão sobre o poder das histórias na construção de novos horizontes.
O conceito será trabalhado não apenas durante os nove dias do festival, mas também ao longo do ano letivo com estudantes da rede municipal de ensino, especialmente da primeira infância.
Por meio de atividades lúdicas, a literatura será utilizada como ferramenta para despertar a imaginação, a curiosidade e ampliar o repertório das crianças. A proposta é incentivar os alunos a explorar diferentes universos, desenvolver a criatividade e descobrir, desde os primeiros anos de vida, como os livros podem abrir novas perspectivas.
Literatura, homenagens e formação cultural
A edição deste ano homenageará a escritora, roteirista e ilustradora Janaina Tokitaka, autora de obras como “Vovó Veio do Japão” e “Cinderela e o Baile Dela. Formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), ela construiu uma trajetória que transita entre a literatura e o audiovisual, com produções para plataformas como Disney+ e Netflix.

Ao longo da carreira, Janaina teve mais de dois milhões de exemplares distribuídos por meio do programa Itaú Social. Finalista do Prêmio Jabuti, recebeu o Prêmio Cátedra Unesco de Literatura e integra o clube de leitura da Organização das Nações Unidas (ONU).
O patrono do festival será Luiz Galina, diretor regional do Sesc São Paulo, reconhecido pela atuação em projetos voltados à cultura, à educação, à inclusão social e à democratização do acesso ao conhecimento.
A curadoria ficará sob responsabilidade de Roselaine de Souza, técnica de programação artística do Sesc Rio Preto, e do escritor, editor e crítico literário Reynaldo Damazio. Juntos, eles assinam uma programação plural, que articula literatura, artes e formação cultural em encontros voltados a públicos de diferentes gerações.
Criado em 2011 a partir da tradicional Feira do Livro de Votuporanga, o Fliv tornou-se um dos principais festivais multiculturais do país. Em 2025, quando celebrou 15 anos de trajetória, reuniu mais de 70 mil visitantes, promoveu cerca de 600 atividades gratuitas e recebeu o reconhecimento de patrimônio cultural imaterial de Votuporanga.
A programação completa da 16ª edição será divulgada nas próximas semanas. De acordo com a assessoria de imprensa, a relação de convidados ainda será ampliada com o anúncio de novos autores e outras atrações.




