Jamie Raskin, do Partido Democrata, convocou o presidente da Fifa para depor e solicitou que a entidade entregue documentos de contatos entre os dirigentes.
O Congresso dos Estados Unidos instaurou uma investigação sobre a relação de Donald Trump com Gianni Infantino, presidente da Fifa. O responsável por dar início ao inquérito foi Jamie Raskin, do Partida Democrata e opositor político de Trump. O processo busca detalhar o vínculo entre os dois gestores a as influências na administração do país.
Raskin enviou no domingo uma carta à Fifa pedindo que a organização fornecesse quaisquer documentos e comunicações que demonstrem a relação entre Trump e Infantino. Incluindo, presentes, pagamentos ou benefícios concedidos ao presidente dos Estados Unidos e seus associados.
Na carta, o deputado cita a “corrupção no futebol mundial” e a política de distribuição de ingressos do Mundial – que já é investigada por procuradores-gerais nos Estados Unidos.
Em julho do ano passado, a Fifa abriu um escritório na Trump Tower, sede da organização Trump no centro de Manhattan. Cinco meses depois, Trump foi a primeira pessoa a receber o “Prêmio da Paz da Fifa”. O troféu foi entregue por Infantino, em uma cerimônia no Kennedy Center.
A relação pública entre os dois se estreitou durante a Copa do Mundo. Trump admitiu ter ligado para Infantino para pedir que a expulsão de Balogun fosse revisada. O presidente da Fifa confirmou o contato, mas disse que não houve qualquer tipo de interferência nas decisões futebolísticas. Dias depois, a expulsão do atacante foi anulada com uso de uma brecha no Código Disciplinar da entidade.
Trump e Infantino estiveram juntos na entrega do troféu da final Copa do Mundo 2026, ao lado dos líderes de Canadá e México. Os dois presidentes investigados foram alvos de vaias pelo público do MetLife Stadium, onde assistiram à decisão entre Espanha e Argentina em uma área VIP.
*Com informações do ge





