Onda de calor liga alerta em autoridades em Nova Jersey; há recomendação para evitar atividades ao ar livre neste fim de semana.
Vai estar quente para todo mundo, mas pior para eles. É neste cenário que o Brasil enfrenta a Noruega, domingo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida será disputada sob altas temperaturas, que já geraram alertas climáticos para a população de Nova York e Nova Jersey, e preocupam brasileiros e, principalmente, noruegueses.
Onda de Calor e sensação térmica de até 46ºC
A previsão meteorológica é de uma forte onda de calor no feriado de 4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos, com temperaturas entre 35ºC e 41ºC e sensação térmica que chegará a 46ºC. A preocupação das autoridades é tanta que há recomendação para evitar atividades ao ar livre e hidratação constante. Cidades como Nova York e Detroit chegaram a ativar protocolos de emergência.
Para o horário do jogo, domingo, às 17h (de Brasília) – 16h no horário local -, o pico de calor já vai ter passado, mas ainda assim a previsão é de temperatura até 33ºC e sensação termina de 38ºC com alta umidade. O cenário preocupa, apesar de não surpreender Brasil e Noruega, que ativaram protocolos preventivos ainda antes da Copa.
Testes de urina e regime de micção fazem parte do protocolo norueguês
Em países nórdicos, as temperaturas raramente passam dos 20ºC no verão e habitualmente ficam abaixo de zero no inverno. Para combater os efeitos do forte calor, Noruega faz testes diários de urina nos jogadores desde a chegada aos Estados Unidos para avaliar o nível de hidratação deles.
“Teremos amostras de urina coletadas diariamente, durante toda a próxima semana, e depois nos pesarão antes e depois do treino para saber quanto líquido perdemos. Além disso, nos deram alguns géis que devemos tomar antes de dormir”, contou o lateral-esquerdo David Moller à emissora NRK antes do início do Mundial.
Foi instituído ainda um regime de micção para que haja controle total sobre o equilíbrio hídrico dos corpos dos jogadores: “É bem simples: você urina antes e depois do treino. E urina quando se levanta. Provavelmente, o mais importante é ir ao banheiro duas vezes”, explicou o treinador Ståle Solbakken.
Hidratação em foco e “ice vests” na estratégia da Seleção Brasileira
Já a CBF adotou uma série de cuidados para minimizar os efeitos do calor. As medidas vão desde a chegada aos Estados Unidos 10 dias antes do início do torneio, para facilitar a aclimatação, até a compra de equipamentos para hidratação e resfriamento corporal.
“A gente comprou coletes que são chamados de “ice vests” (vestimentas de gelo, em inglês). Eles tem aberturas para você colocar sacos de gelo. Então, no intervalo dos jogos e nos treinos a gente pode colocar nos atletas para resfriar o tórax. Também usamos toalhas molhadas e geladas, para aplicar na região do pescoço e da cabeça, onde há mais receptores de calor”, explica o fisiologista da Seleção, Guilherme Passos.
Também há um cuidado maior na hidratação e alimentação dos atletas, com estratégias desenvolvidas pela nutróloga Andreia Picanço.
Na data Fifa de março, os atletas convocados passaram por testes para identificar a composição do suor deles e quais deles tinham uma maior perda de sais minerais durante os jogos. Com isso, é possível desenvolver estratégias individualizadas de hidratação para cada um. O trabalho foi feito em parceria com a Gatorade, patrocinadora da Seleção.
Brasil e Noruega se enfrentam no domingo, às 17h (de Brasília), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no Estádio de Nova York e Nova Jersey. Quem avançar pegará México ou Inglaterra nas quartas de final, dia 11 de julho, em Miami.
*Com informações do ge





