O crime ocorreu ao lado da Praça Rui Barbosa nesta terça-feira (4). Celular da vítima desapareceu da cena do crime, segundo consta no boletim de ocorrência.
O celular do homem de 55 anos, que morreu na manhã desta terça-feira (4.ago) após ser baleado por um guarda civil municipal de folga, no centro de Araçatuba/SP, desapareceu. A irmã da vítima procurou a polícia nesta quarta-feira (5) para o registro de um boletim de ocorrência.
O crime ocorreu ao lado da Praça Rui Barbosa. Segundo as informações apuradas, o guarda civil Edvaldo Calixto De Oliveira, de 60 anos, saía de uma agência bancária quando encontrou José Roberto Nunes.
Houve uma discussão e, em seguida, o agente efetuou pelo menos dois disparos. José Roberto chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
À polícia, a irmã disse que o celular da vítima desapareceu do local do homicídio e, até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre as circunstâncias do sumiço do telefone.
Edvaldo foi preso em flagrante após o homicídio e alegou à policia que era ameaçado pelo homem. A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.
Em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira, Getúlio Silvio Nardo, delegado responsável pela investigação, esclareceu que o agente e a vítima já haviam se desentendido por conta de herança: “A vítima é parente dele [suspeito]. Na verdade, é filho de uma madrasta desse GCM. Eles têm uma desavença há um ano e meio por problemas de herança e de bens a serem partilhados, e, sempre que eles se encontram, há uma desavença, segundo a versão do Guarda Municipal”, comenta o delegado.
O que diz a GCM
Segundo a comandante-geral da Guarda Civil Municipal, o agente possui porte de arma de fogo e, por isso, pode estar armado mesmo quando está de folga. As circunstâncias do disparo, no entanto, são apuradas pela Polícia Civil.
Apuração interna
Por sua vez, a Secretaria Municipal de Segurança Pública determinou a instauração de um procedimento administrativo disciplinar na Corregedoria da Guarda Civil Municipal para apurar a conduta do agente.
*Com informações do g1





