Arena: Corinthians apresenta novo acordo com Caixa e aguarda análise do Conselho Deliberativo 

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Neo Química Arena: Timão e Caixa têm acordo verbal, mas falta assinar — Foto: Henrique Toth

Timão e banco vão ampliar a carência para pagamento do financiamento da Neo Química Arena.


Dias depois de Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, dizer no podcast “GE Corinthians” que as negociações com a Caixa Econômica Federal sobre os pagamentos pendentes da Neo Química Arena estavam “nos finalmentes”, uma reunião no Parque São Jorge aproximou ainda mais a situação de um desfecho.

Na noite de segunda-feira, membros do Conselho de Orientação (CORI) analisaram os termos do novo acordo para a quitação do empréstimo do BNDES e recomendaram, por unanimidade, a aprovação.

Agora, o documento passará pelo Conselho Deliberativo, onde os conselheiros decidirão pelo aceite ou não. Ainda não há data confirmada para a reunião. 

O clube e a instituição financeira negociam a ampliação na carência do pagamento do financiamento da Neo Química Arena. Em 2020, as partes alinharam acordo em que o Timão se comprometia a voltar a quitar os juros no fim de 2022. Pelo novo acordo, isso só começaria em 2023. A partir de 2025, honraria as parcelas anuais. 

Por enquanto, os pagamentos estão suspensos. 

Segundo o site “Meu Timão”, o valor total da dívida seria de R$ 611 milhões, número confirmado por um influente conselheiro. Destes, R$ 300 milhões serão abatidos com a receita dos naming rights da Arena ao longo dos próximos 20 anos, pagos pela Hypera Pharma. Assim, restarão R$ 311 milhões, que terão de ser pagos até 2041. 

Corinthians ainda não confirma os detalhes do novo acordo pelas cláusulas de confidencialidade. 

Vale lembrar que o empréstimo contraído pelo Timão em 2013 foi de R$ 400 milhões.

*Com informações do ge