
Nesta segunda-feira (3), Marciel Dias dos Santos foi ouvido. Após ser questionado, ele informou o local onde descartou partes do corpo da vítima. Identidade da mulher é desconhecida.
A Polícia Civil encontrou, nesta segunda-feira (3.ago), em um bueiro, parte da perna da mulher que teve o corpo esquartejado em São José do Rio Preto/SP. O crime foi descoberto no dia 27 de julho, após os policiais encontrarem partes do cadáver em lixeiras de uma marmitaria.
O açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, suspeito de cometer o homicídio, foi ouvido por uma equipe da Delegacia de Homicídios. Após ser questionado, ele informou o local onde descartou os braços e as mãos da vítima. Entretanto, os policiais fizeram buscas e encontraram parte da perna da mulher escondida em um bueiro no Parque Estoril, além de uma faca.
Marciel ainda confessou a autoria do crime. À polícia, ele disse que houve uma discussão e troca de agressões com a mulher. Em seguida, conforme o suspeito, a vítima bateu a cabeça e não resistiu. Para se desfazer do corpo, o homem disse que optou por esquartejá-lo e jogar nas lixeiras. Até a última atualização desta reportagem, a identidade da mulher não havia sido confirmada.
O investigado foi preso temporariamente no último sábado (1º). Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele carrega as partes do corpo em sacos plásticos, antes de descartá-nas lixeiras no bairro Parque Estoril.
O açougueiro e a vítima haviam se conhecido dias antes do crime. Ele a levou para sua casa para um suposto encontro.
Conforme o apurado, Marciel já tinha antecedente criminal por agredir a ex-esposa. Além de ser açougueiro, ele também já trabalhou como auxiliar de cozinha. Ele é natural de Santa Rita de Cássia/BA e tem duas filhas.
O suspeito não possuía advogado constituído até a última atualização desta reportagem. Por isso, não foi possível solicitar posicionamento da defesa.
Suspeito já tinha comportamento agressivo
O açougueiro tinha antecedente criminal por violência doméstica por morder e agredir a ex-esposa por não aceitar que ela trabalhasse.
Em março de 2025, a ex-esposa de Marciel, que é cozinheira e tem 38 anos, registrou um boletim de ocorrência após ser agredida por ele. Conforme ela relatou à polícia, o homem a mordeu e deu socos e chutes durante a discussão.
Conforme a vítima informou à polícia, o casal manteve o relacionamento por cerca de três anos e tem uma filha, atualmente com três anos. Diante disso, a Justiça concedeu medida protetiva para ela contra Marciel.
Entre as determinações impostas ao investigado estava o comparecimento obrigatório a acompanhamento psicossocial. No entanto, em abril deste ano, o Ministério Público ofereceu denúncia contra o homem por descumprimento da medida.
De acordo com o MP, ele deixou de comparecer ao acompanhamento determinado judicialmente e também não atendeu à intimação para prestar esclarecimentos na delegacia sobre a ausência.
No caso de violência doméstica, Marciel responde à investigação em liberdade e não foi preso em flagrante.
Como foi a prisão
Na ocasião da prisão, conforme o boletim de ocorrência, policiais civis foram até a casa de Marciel, onde encontraram uma manta com vestígios de sangue e perfurações compatíveis com golpes de faca, que foi apreendida para perícia.
Ele foi capturado e encaminhado à carceragem da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic). O suspeito confessou ter agido sozinho e que fez diversas viagens da própria casa até as lixeiras para esconder as partes do corpo.
Em entrevista à TV TEM, o delegado André Amorim informou que a perícia identificou uma grande quantidade de sangue oculto no imóvel onde o suspeito morava. Segundo ele, os vestígios indicam que o investigado tentou esconder as marcas do crime, lavando o local e até pintando as paredes para disfarçar a presença de sangue.
Marciel confessou que conheceu a mulher poucos dias antes em uma praça e a levou até a casa onde mora para um suposto encontro. O crime ocorreu no dia 25 de julho e o corpo desmembrado foi localizado por um funcionário da marmitaria dois dias depois.
A necrópsia apontou que a vítima, além de ter sido desmembrada, apresentava diversas perfurações no peito. Ainda conforme o apurado, apenas parte dos órgãos havia sido localizada junto aos restos mortais nas lixeiras. O caso foi registrado como homicídio e ocultação de cadáver.
*Com informações do g1




