A Realeza Fascina mais que a plebeia Democracia

601
Antoninho Rapassi - Escreve aos domingos na pagina A2

Por Antoninho Rapassi –

Gosto de usar o termo Álbion para designar a Grã Bretanha. Mais ainda, quando é pra dar uma esculhambada nos recalcitrantes predadores ingleses, ao chamar o país de a “pérfida Álbion”, designativo que vem da antiga Hélade.

Nos dias atuais, sob o reinado pomposo da Casa de Windsor e tendo uma cabeça coroada desde 1952, faz da Rainha Elizabeth II ter o privilégio de exercer um dos mais longos períodos monárquicos no trono desta grande ilha do Atlântico Norte.

A família real britânica é a mais clicada, comentada e invejada do mundo, devendo-se isso à esposa do muito bem comportado e nonagenário Duque de Edimburgo, que vem a ser o Príncipe Philip, marido da Rainha. O rígido protocolo inglês atribui à sua Rainha a condução dos rituais e da liturgia de comportamento dos nascidos “com o sangue azul” da nobreza, conferindo aos protagonistas um conceito de que a família real inglesa tem classe, elegância e graça.

Só não estão sob o bastão da Rainha Elizabeth II, os escândalos sexuais que pululam em toda a hierarquia. Aquilo que no Brasil está impressionando o mundo civilizado, que é a desenfreada corrupção, lá existe, mas não com as dimensões estratosféricas dos assanhados políticos brasileiros, que se valem de uma Justiça frouxa.

Acabo de saber que nasceu mais um neto da Rainha. Desta vez, foi o primogênito do Príncipe Harry e da Duquesa Meghan Markle, que será batizado com o nome de Archie. E por ter mencionado o interessante assunto que é o escândalo sexual, tanto os súditos bretãos como a população ociosa do mundo, ficam numa torcida bem dividida. É um caso explorado “à exaustão” pelos autores das novelas e que repercute em todas as rodas de bate papo neste planeta.

Por exemplo, aquela pulada de cerca da Princesa Diana, com o seu instrutor de equitação James Hewitt, deixou perplexo o Príncipe Charles quando acolheu o ruivo bebê Harry, em evidente contraste com os traços genealógicos da dinastia Windsor. A graciosa e mal amada Lady Di não deixou que se prolongassem os sofrimentos córneos e nem as teorias sobre gametas: ela mesma confessou aquilo que mais tarde repetiu com o rico comerciante muçulmano Dod-Al-Fayed. Neste episódio, porém, morreram os três, para a invencível tristeza de todos os que se sentem fascinados pela realeza da velha e pérfida Álbion.