Waldenir Cuin e sua trajetória de 40 anos como colunista do Diário de Votuporanga

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O escritor Waldenir Cuin (Walac)

 

 

 

Na foto. o primeiro artigo de Cuin para o Diário de Votuporanga  (em 28/10/81)

 

Entregar aos leitores um tempo de leitura que traga fé, esperança de dias melhores e palavras de conforto tem sido a missão do escritor Waldenir Cuin.

Das primeiras e longínquas pinturas rupestres gravadas nas cavernas, até as mais diversificadas formas de comunicação do mundo moderno, o ser humano percorreu longo caminho, contudo, entre todas as formas desenvolvidas, a palavra (falada e escrita) é a mais utilizada.

 

Cuin completa 40 anos de artigos para o  jornal Diário de Votuporanga que coleciona conteúdos desse grande escritor e articulista contribuindo com temas importantes que faz o leitor refletir.

 

Vale ressaltar que seja lançando ideias, levando conhecimento para o público, provocando debates e até contraditas, o articulista é sem dúvida um “provocador”.

 

Com a responsabilidade e o compromisso de escrever Cuin proporciona ao leitor com seus textos aprendizados e porque não dizer inteligência?

Um jornal tem início e fim, uma primeira página e um passado. Quem escreve um artigo ou uma matéria sabe que estará eternizando temas por cidades, pessoas, lugares diferentes e no tempo. Uma única edição de jornal pode ser lida por inúmeras pessoas em lugares inimagináveis.

Contribuindo para o aprimoramento do processo de comunicação do jornal e considerando a comunicação, um ato  natural e humano, Waldenir Cuin consegue permear com facilidade através de seus artigos relacionamentos individuais e coletivos.

O jornal Diário de Votuporanga conversou com o escritor e articulista que contou sobre sua trajetória:

DV: Quando você começou a escrever?

“A vocação para a escrita surgiu na infância. Uma vez alfabetizado sempre senti uma imensa vontade de me expressar pela escrita, então rascunhava poesias e textos que enchiam cadernos. Alguns deles tennho até hoje.

Na juventude mantínhamos um jornal na Mocidade Espírita Humberto de Campos e depois já como funcionário da CESP- Companhia Energética de São Paulo, fundamos o jornal “Circuito Fechado”, em parceria com o meu amigo Ideval Geraldo Freitas.

“Em outubro de 1981, sentindo vontade de divulgar a Doutrina Espírita, procuramos o senhor Antonio Carlos de Camargo, na antiga `A Vanguarda`, hoje `Diário de Votuporanga` e também com a aquiescência do nosso grande amigo saudoso Nelson Camargo, começamos nossas colunas espíritas, semanais, pelas páginas desse jornal”.

DV: Quanto tempo escreve seus artigos para o Diário de Votuporanga?

“Começamos no dia 28 de outubro de 1981, com o artigo “Pena de Morte” e de lá até os dias atuais estamos semanalmente,  nas páginas do  Diário, tendo publicado até o momento 1183 artigos e mais de cinquenta entrevistas feitas com renomados expoentes do Espiritismo”.

DV: Qual a sensação que fica nesses 40 anos escrevendo para o Jornal?

 

“Uma sensação muito gratificante de poder espalhar ao público leitor os conhecimentos que adquirimos ao longo do tempo e que inúmeros benefícios nos renderam, pois é dever cristão compartilhar o que temos, exercer a cooperação para contribuirmos visando a formação de uma sociedade mais justa, fraterna e humana”.

DV: Escrever é um dom ou consequência de muita leitura e transpiração?

Cremos que seja as duas coisas. Muitas vezes escrevemos com uma facilidade imensa, sob uma forte inspiração, já em outras oportunidades precisamos de muito esforço e transpiração para a elaboração de um texto. Sem dúvida a leitura ajuda muito, principalmente na construção do nosso vocabulário, além, obviamente, dos conhecimentos que adquirimos”.

DV: O que exatamente é a escrita para você?

“É forma mais eficaz de transmitir uma ideia, pois que o pensamento fica gravado. Na fala muita coisa é perdida.”

DV: Quais os “clássicos” da literatura que você mais admira?

“Sempre gostamos da literatura espírita, por ser muito objetiva e autêntica, além de mostrar a realidade existente fora do mundo físico.  Os livros Espíritas decorrentes de autores idôneos dispensam as fantasias e ficções, transmitindo conhecimentos reais que nos enriquecem de valores dignos, sempre esclarecendo que a vida nos devolve o que a ela damos.

Citamos livros como “Paulo e Estevão”, “Há dois mil anos” e “Renuncia” de Emmanuel, psicografia de Francisco Candido Xavier. Também “Nosso lar”, “Missionário de Luz” e “Libertação”, de André Luiz, psicografia de Francisco C. Xavier e por último “Memórias de um Suicida”, de Camilo Candido Botelho, psicografia de Yvonne do Amaral Pereira. Por Humberto de Campos, “Brasil, coração do mundo e Pátria do Evangelho”, “ Cartas e crônica”, dentre outros tantos”.

DV: Quais autoras e autores influenciaram a tua escrita?

“Sempre apreciamos o estilo claro e objetivo de Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos, através da psicografia de Francisco C. Xavier”.

DV: Você escreveu livros em sua trajetória, quantos foram? Pode citar alguns?

“Aproveitando o material divulgado pelo “Diário de Votuporanga”, ao longo desses 40 anos, publicamos doze livros, tais como “Perguntando e aprendendo”, “ Usando os nossos talentos”, “Respostas dos Espíritos”, “ Histórias reais e reflexões” e outros.

Nossos livros alcançaram até o momento, uma vendagem de mais de 60 mil exemplares”.

DV: Como destinou os direitos autorais?

“Para que o livro espírita tenha um custo mais acessível e alcance o maior número possível de leitores,  abrimos mão dos direitos autorais. Mesmo assim a editora nos envia de cada edição, 200 exemplares, que comercializamos e destinamos os recursos obtidos para as obras assistências e de promoção humana da Associação Beneficente Irmão Mariano Dias, que acolhe diariamente 115 crianças e adolescentes, socorrendo também muitas famílias carentes”.

DV: Você escreve para a imprensa espirita?

“Sim, escrevemos para a revista  “O Consolador”, de Curitiba-Pr.,  “Folha Espírita”, de São Paulo, revista, “Verdade e Luz”, de Lisboa, Portugal”  e ainda em Votuporanga, também para o Jornal Diário de Votuporanga dentre outros”.

DV: Em que momento da vida você se sentiu, `sou um escritor!`

“Achamos que a denominação de escritor fica um pouco pesada. Gostamos de escrever e isso muito nos alegra”.

DV: Deixe uma mensagem para o leitor de fé e esperança:

“Qualquer criatura em sã consciência e plena lucidez do seu raciocínio deseja ser feliz e viver em paz. Sendo assim, vivamos de tal maneira a contribuir para o bem estar de todos, movimentando nossas ações com muita fé no potencial que temos.

Quando plantamos a alegria de viver nos corações alheios, por certo, estamos emitindo mensagens de esperança àqueles que caminham conosco, pois somos filhos de Deus, irmãos de Jesus e amigos dos Benfeitores Espirituais, que tudo fazem para o nosso bem.

Cultivemos o otimismo e a vida será otimista conosco”.

(Waldenir Aparecido Cuin – pseudônimo-  WALAC)

Abaixo alguns depoimentos de leitores da coluna de Waldenir Cuin:

(Valéria Anciães)

“Divulgar o Espiritismo por todos os meios e modos dignos ao nosso alcance, é tarefa prioritária dizia Bezerra de Menezes.  E trabalho  esse abraçado por esse companheiro de doutrina através  desse periódico. Aonde á muitos anos realiza a  importante e premente divulgação das boas mensagens além das paredes dos Centros. Abraçou uma espécie permanente de caridade – a caridade da divulgação. As pessoas não precisam ser espíritas, mas todas devem ter conhecimento dos postulados espíritas, pois são leis naturais. Daí a importância da constante e tão necessária transmissão de boas mensagens nesses momentos de tantos desafios”.

(Denize Gonçalves)

“Waldemir Cuim, este nobre amigo de alma votuporanguense tem nos brindado,  ao longo destes 40 anos de escrita contínua, despretensiosa e simples, com sua dedicação e disciplina no trabalho do bem, oportunidades do despertamento de consciência através do Evangelho do Cristo à luz da fé raciocinada. Sua escrita está fortemente aliada ao ideal do  aprimoramento do espírito humano em processo de evolução”.

(Bibiano Ribeiro Gonçalves Junior)

“Nesses anos todos de dedicação às boas causas da filantropia o nosso amigo Cuin também achou na escrita sua imensa parcela de contribuição para o enriquecimento de nossas almas através de seus pensamentos e ensinamentos doutrinários.

Parabéns pela longevidade no Diário e como amigo e leitor agradeço imensamente. E parabéns também ao Diário por tê-lo no grupo de colaboradores”.

Mesmo aquele que não tem a fé cristã, em Deus, ele tem a fé humana, em poder acreditar no homem, na ciência, no bem coletivo, na fraternidade. De algum modo, todo ser humano alimenta o coração na espiritualidade ligada à vida. O mais importante é viver o amor ao outro, o que faz lutar pelo bem da coletividade. O amor altruísta. O jornal Diário de Votuporanga parabeniza o escritor Waldenir Cuin pelos 40 anos de colaboração e dedicação!  (Andrea Anciaes)