A denúncia protocolada pelo
Jorge Honorio
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A Câmara Municipal de Votuporanga/SP arquivou, por unanimidade, durante a 8ª sessão ordinária, realizada nesta segunda-feira (16.mar), o pedido de abertura de processo de cassação contra o vereador e presidente da Casa de Leis, Daniel David (MDB).
Conforme noticiado pelo Diário, a denúncia foi protocolada pelo contador, historiador, arquiteto e urbanista, Edilberto Nunes da Silva, conhecido também por suas análises de conjuntura política. Na prática, o enfoque mirava um episódio ocorrido durante a 4ª sessão ordinária de 2025, realizada em 17 de fevereiro, quando no decorrer dos trabalhos e sob protestos pacíficos que pediam a valorização dos profissionais da educação e contrários à criação da Secretaria de Bem-Estar Animal e outros 28 cargos pela Prefeitura de Votuporanga, o presidente da Casa disparou: ‘covarde é você. Vai se f#der!’.
Para cumprir o rito de votação do pedido, nesta segunda-feira, a Câmara empossou o suplente do MDB, Valdecir Lio.

Sob protestos de manifestantes que relembraram a abertura do processo de cassação aberto na última sessão contra o vereador Cabo Renato Abdala (PRD), os discursos seguiram todos no mesmo sentido, pelo arquivamento do pedido de procedimento.
Em sua manifestação, Daniel David voltou a reiterar seu pedido de desculpas pelo episódio, salientando que a fala não foi dirigia a profissionais da educação e sim para uma pessoa presente nas galerias, que teria o ofendido inicialmente.
Entre os discursos que chamaram a atenção, Osmair Ferrari (PL), mantendo a coerência quanto a votações e discursos recentes, afirmou estar preocupado com o precedente aberto na última sessão, contra Cabo Renato Abdala, e o desgaste da Câmara perante a população de Votuporanga: “Minha preocupação é não saber se segunda que vem vai ter uma, na outra segunda, outra. A Casa de Leis está muito desgastada perante a sociedade. Nós estamos sendo criticados 24 horas pela sociedade e tem que criticar. Alguns vereadores ouvem o Executivo e esquecem a população. Temos que ter paz, senão não vamos trabalhar mais. Faz dois meses que a população está vindo aqui brigar e com razão, por causa de Saev, por causa de taxa. A sociedade está certa de vir aqui cobrar. E vou dizer mais, estão desviando o foco. Esperamos que esse efeito cascata não aconteça mais, pois o desgaste perante a sociedade está demais.”
Por sua vez, Cabo Renato Abdala, que está enfrentando um processo de cassação, foi à tribuna e defendeu a liberdade de expressão dos vereadores, inclusive, apresentando decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em seguida, declarou voto contrário à abertura do processo de cassação.
Outro vereador conhecido por declarações fortes, Wartão (União Brasil) manteve o posicionamento contrário, assim como na semana passada, afirmando ser contrário ao que classificou como “temporada de caça” aberta na Câmara: “Temos que brigar por melhorias. Os vereadores têm que se preocupar com isso e não com cassação de vereadores. Votei na semana passada para o Renato não ser cassado e vou votar novamente para o Daniel também não ser cassado. O vereador sai segunda da sessão e não sabe se volta na outra segunda-feira. A população está buscando melhorias, e nós estamos aqui, cassando vereador”.
Por fim, o pedido foi rejeitado por todos os vereadores da Casa, exceto por Vilmar da Farmácia (PSD), que estava ausente da sessão por motivos de saúde.





