Governador de São Paulo afirma que prioridade é cumprir compromissos no estado e diz que eventual candidatura nacional dependerá do cenário político.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que uma eventual candidatura à Presidência da República em 2030 ainda não está definida, mas que é uma possibilidade.
Em entrevista ao jornal Estadão nesta quarta-feira (28.out), questionado sobre a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, Tarcísio afirmou que a decisão dependerá das circunstâncias futuras.
“2030 é outra conversa, a gente tem que ver qual é o cenário de momento e, claro, eu vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando… bem, obviamente abre uma possibilidade, mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, você não avalia sozinho”, afirmou o governador.
No entanto, ele destacou que a prioridade, neste momento, é cumprir os compromissos assumidos com a população paulista e concluir o mandato com entregas na saúde, na segurança pública e na infraestrutura.
Na mesma entrevista, o governador foi questionado sobre o que aconselharia ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, caso tivesse sido consultado sobre a decisão de deixar o país.
Tarcísio afirmou que não tinha conhecimento prévio da situação. Ao ser perguntado sobre qual conselho daria ao senador, respondeu que é difícil se colocar no lugar de outra pessoa, mas que aconselhou Flávio a não ir para os Estados Unidos. “O conselho que nós demos a ele, os advogados, eu, [Rogério] Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas, foi que ficasse”, afirmou.
Ao comentar o cenário político após as eleições, Tarcísio defendeu a pacificação do país e afirmou que divergências entre direita e esquerda fazem parte da democracia. Ele também disse esperar que Lula adote uma postura de conciliação durante o próximo mandato.
“Ele vai escrever o último capítulo da sua história política. Eu espero que ele resolva escrever um capítulo de pacificação, que ele não seja um perseguidor, que ele não seja uma pessoa que vai, no final das contas, usar o poder para perseguir, que ele não seja um líder rancoroso. Eu espero que ele seja um líder pacificador”, afirmou.





