Suspeito de matar esposa com faca, marreta e ferro de passar diz à polícia que ‘ouviu voz’ antes do crime

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Foto: Manoel Messias/Mil Notícias 

Segundo a delegada Michelly Miliorini, suspeito alegou que ‘voz’ pediu para ele matar a mulher e cometer o suicídio. Crime foi em Andradina/SP.


O homem suspeito de matar a esposa com golpes de faca, marreta e ferro de passar disse à polícia que “ouviu uma voz” que dizia para matá-la. O caso foi em Andradina/SP, na terça-feira (4).

O suspeito relatou à Polícia Civil que o casal dormia quando ele acordou e “escutou a voz”, que pediu para ele matar a mulher e depois cometer o suicídio, segundo a delegada Michely Miliorini, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

“Ele passou a dar golpes na cabeça dela usando um ferro de passar roupas, até que o ferro quebrou. Ela conseguiu ir até a parte externa da casa e ele foi até os fundos, onde pegou uma marreta e, segundo ele, deu mais golpes na cabeça da vítima. Ela teria conseguido se esquivar, mas ele contou que pegou uma faca e desferiu três golpes contra ela”, informou a delegada.

Ainda de acordo com a delegada, o homem alegou que tem depressão e que tentou suicídio com uma facada no peito após o crime.

“Ele já estava com depressão, dificuldades financeiras, não estava trabalhando e se sentia isolado. Ele disse que estava tomando remédio e que, inclusive, passou por perícia médica na manhã desta terça-feira. Ele tentou se matar com uma facada no peito e contou que, como estava sangrando bastante, achou que seria suficiente para que ele morresse”, informou Michelly.

Após o crime, uma vizinha pulou o muro da casa e pediu que o suspeito entregasse a faca e abrisse o portão. O resgate foi acionado e a mulher chegou a ser encaminhada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas não resistiu aos ferimentos.

O suspeito também recebeu atendimento médico. Em seguida, ele foi encaminhado à cadeia de Pereira Barreto/SP.

A delegada informou que o homem não possuía antecedentes criminais. O caso foi registrado como homicídio qualificado e feminicídio e permanece sendo investigado pela polícia.

*Com informações do g1