SOBRIEDADE JÁ 

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Carlinhos Marques - Presidente Fundador do INSTITUTO NOVO SINAI - Foto: Reprodução

O TEMPO PASSA, PARA QUE VOCÊ FIQUE

Você já se perguntou por que existe o tempo? Qual a finalidade dele?

Ora, se somos imagem e semelhança de Deus, porque Deus é atemporal, e para nós o tempo existe? 

Gente, o tempo para nós, tem uma função fantástica, ele existe para que possamos construir maturidade, e aí sim, juntar coisas que não passam. 

O tempo passa para que coloquemos em nós, coisas que não passam, virtudes, valores. Aliás, que devem crescer com o tempo.

Guarde isso: “O tempo passa para que você fique” 

Uma vez perguntaram a Millor Fernandes o que ele queria que escrevesse no túmulo dele, ele disse: “Escreva, ele não está aqui…” 

Perfeito, com certeza ele ficou no que construiu. 

Não estamos aqui para matar o tempo, mas para nos alimentar do tempo, e construir coisas que fiquem além de um túmulo.

HOMEM BOM É HOMEM MORTO

Tem um livro que quando vi, até me assustei com o título: “Homem bom é Homem Morto”. 

Fui atrás do conteúdo, e na verdade ele diz sobre a morte às nossas vontades, sobre nossas inclinações, e essa é a maior vitória de um homem, morrer para as más inclinações.

Infelizmente o ser humano é mau, um bebê quando nasce, é aquela pureza, mas com um pouquinho de consciência já começa a disputar os brinquedinhos com os irmãos, puro egoísmo.

A boa notícia é Jesus dizendo que o Espírito Santo vem em nosso socorro, e esse socorro é exatamente o de exercer o domínio sobre nossas inclinações, de inveja, ira, mentira.

Isso se chama santificação, nossa capacidade de sub julgar, de prender, e até matar esses impulsos, é dizer a eles: “Aqui quem manda sou eu.” 

DEIXA O PAI TE LEVANTAR

Um pai precisou viajar por alguns meses, quando voltou, seu filho estava aprendendo a andar, a criança correu ao encontro do pai, mas acabou caindo. 

Qual você acha que foi a reação desse pai? Ficou bravo, bateu no filho porque caiu? Ou correu apressado e pegou a criança no colo? 

Claro que foi essa última. Pegou no colo, viu se não tinha se machucado, e se tivesse, passaria remédio, e mais importante, se propôs a ensinar o filho a andar. 

Porque então às vezes imaginamos que o pai do céu “nos bate”, quando caímos? 

Não seria bem mais lógico imaginar que a cada queda, a cada pecado, Deus nos pega no colo, e principalmente quer nos ensinar a andar, aliás, até a correr, só basta estar disposto a aprender, para não cair mais.

O DIREITO A FORÇA, OU A FORÇA DO DIREITO

Vi esses dias sobre a quantidade de pessoas que morrem pelas guerras no mundo durante um ano, é assustador. Esses dias vi até crianças mortas que eram exibidas como troféus numa guerra.

Como é difícil encontrar razão onde um ser humano decide que o outro não deve existir mais né?

Lembro de uma afirmação do Einstein inconformado, dizendo não entender como os homens fazem bombas, criam armas, para se destruírem, mas não dá para imaginar um grupo de ratos construindo uma ratoeira.

A estupidez da guerra expõe de forma ampla a ousadia do teoricamente mais forte, eliminar o outro.

Ou seja: o direito a força sobressai sobre a força do direito, e qual direito?  

O maior de todos, o direito de viver, e o dever de ajudar que outras também vivam, e vivam bem.

AO MENOS INTELECTUALMENTE HONESTOS

De forma instantânea através de uma postagem nas redes sociais, muitas pessoas ficam sabendo nossa opinião, que a gente está pensando… Aliás o Facebook logo na primeira página já te pergunta: “No que você está pensando?” 

Sinceramente essa pergunta já me incomodou hem?

Como assim querer saber o que eu estou pensando, mas vamos lá. 

Com relação ao que a gente realmente pensa, seja em política, seja religião, ou fazendo um juízo de valor, é muito difícil ser neutro, temos nossas convicções, que às vezes tendem, conforme as circunstâncias, e nossos interesses, e aí acaba ficando difícil ser imparcial, mas o desafio é sermos sinceros com a gente mesmo.

Diante de uma afirmação sua, se pergunte: “Isso é fato ou é minha opinião?”

Essa opinião que de certa forma vai te defender, vai me beneficiar?

Sei o tanto que é difícil ser imparcial diante de uma eminente vantagem, mas tente ser ao menos, intelectualmente honesto.

Por Carlinhos Marques 

Presidente Fundador do INSTITUTO NOVO SINAI, que acolhe dependentes químicos desde 2005 de forma voluntária e gratuita, idealizador do projeto “Sobriedade Já”

Informações

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