Pingue-Pongue: Unifev estimula ciência que decifra os impactos sociais da pandemia

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Pingue-Pongue: Unifev estimula ciência que decifra os impactos sociais da pandemia - Foto: Divulgação

Um dos trabalhos científicos da Profa. Dra. Carol Hampariam, desenvolvido com suporte da Coordenação de Pesquisa, analisa fenômenos sociais sob a ótica da psicanálise.


Para a Profa. Dra. Carol Godoi Hampariam, a pesquisa científica é o que mantém o ensino vivo. Docente nos cursos de Psicologia, Direito e Publicidade da Unifev, ela soma 15 anos de investigação, culminando recentemente na publicação do livro Cartas a Psicanalistas Persistentes (2024). Carol enfatiza que, embora a investigação nasça da inquietação do pesquisador, o suporte da Coordenação de Pesquisa da Unifev é a ponte entre essa curiosidade acadêmica e a entrega de respostas para a sociedade.

Por meio de editais e apoio institucional, a Unifev garante que professores e alunos tenham a estrutura necessária para encarar os desafios da ciência moderna. Segundo a pesquisadora, o processo exige uma constância que se torna possível quando a Instituição fomenta a rotina de dedicação ao estudo.

Promovida pela Coordenação de Pesquisa, a entrevista a seguir tem o objetivo de destacar a produção científica dos docentes e incentivar o engajamento acadêmico.

Confira:

Pergunta: Há quanto tempo atua como docente e pesquisadora? Professora, compartilhe conosco um pouco da sua jornada.

Resposta: Atuo como docente há 10 anos e como pesquisadora há 15 anos. Iniciei na graduação com uma iniciação científica em grupo, que resultou em uma publicação. Posteriormente, desenvolvi duas pesquisas individuais de fôlego — meu mestrado e doutorado — além de um artigo publicado no período pós-pandemia.

Pergunta: O que despertou seu interesse pela pesquisa científica?

Resposta: O interesse surgiu de duas frentes: primeiro pela escrita, que é minha principal forma de apreender conteúdos; segundo, pelo desejo de ouvir as pessoas sobre temáticas específicas, o que considero a maior riqueza de uma pesquisa.

Pergunta: Qual linha de pesquisa você desenvolve atualmente?

Resposta: Como docente, oriento alunos em temas sob a ótica da psicanálise e na interface entre Psicologia e Direito. Minha pesquisa pessoal, atualmente, está voltada a discutir o ser e o atuar como psicanalista fora dos grandes centros urbanos.

Pergunta: Já participou de editais ou projetos financiados? Quais foram os maiores desafios na sua trajetória como pesquisadora?

Resposta: Participei de editais de iniciação científica tanto como aluna, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, quanto como docente, pela Unifev. Um dos maiores desafios foi conduzir a pesquisa de doutorado durante a pandemia. Como o trabalho exigia entrevistas semiestruturadas, precisei adaptar a metodologia e o contato com os participantes diante das restrições sanitárias.

Pergunta: E os maiores aprendizados até agora?

Resposta: São muitos! Mas o principal é entender que a pesquisa exige constância. A rotina de leitura e escrita deve ser construída gradativamente, pois não há produção científica sem uma rotina de dedicação à pesquisa.

Pergunta: Você tem algum projeto de pesquisa do qual se orgulha de ter feito parte?

Resposta: Tenho muito orgulho do artigo produzido com apoio da Unifev, em parceria na época com o aluno Alessandro Caldeira, intitulado “Pandemia e sintoma social: um diálogo possível”. Considero esse trabalho muito importante pela relevância de pesquisar e colaborar com a sociedade sobre um fenômeno que a todos acometeu.

Além desse, destaco minha tese de doutorado, cujos resultados publiquei em 2024 no livro Cartas a Psicanalistas Persistentes, com o apoio da Editora Discurso”.

Pergunta: Tem alguma dica para alunos que querem começar a pesquisar, mas não sabem por onde começar?

Resposta: Encontrar um tema ou fenômeno que realmente te intrigue. A pesquisa exige fôlego; então, debruçar-se sobre algo que desperte sua curiosidade genuína torna o processo muito mais prazeroso.

Pergunta: O que não pode faltar no perfil de um bom pesquisador?

Resposta: Persistência. É preciso saber lidar com ajustes metodológicos, reorganização de cronogramas e novas hipóteses que surgem no caminho, sem desanimar diante do cansaço.

Pergunta: Como a pesquisa impacta a qualidade do ensino em sala de aula?

Resposta: A pesquisa oxigena o ensino. Ela impede que o conteúdo se torne estático, permitindo que eu leve para a sala de aula discussões atualizadas e, principalmente, o pensamento crítico. Quando pesquisamos, ensinamos ao aluno não apenas o que pensar, mas como investigar e questionar a realidade.

Pergunta: Quais áreas ou temas você gostaria de explorar em pesquisas futuras?

Resposta: Me fizeram essa pergunta recentemente e respondi que seria dar continuidade à minha tese de doutorado, que visa compreender o porquê de nos mantermos atuando no ofício do psicanalisar, mas talvez com um público diferente: estudar o porquê de nos mantermos docentes diante de tantos desafios na área da educação.

Pergunta: Um(a) cientista ou pesquisador(a) que te inspira?

Resposta: Admiro o meu professor e orientador do mestrado e doutorado, Renato Mezan, que possui uma infinidade de publicações relevantes sobre diversos campos do saber.

Pergunta: E para você, o que significa fazer pesquisa?

Resposta: Para mim, é transformar uma curiosidade ou uma angústia em formas de compreender as complexidades do mundo ou do humano.