Menino de 2 anos tem morte encefálica confirmada; mãe e padrasto presos podem responder por homicídio 

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Micael Davi Costa de Silva, de 2 anos, morreu em Araçatuba/SP — Foto: Arquivo pessoal

Criança estava internada em estado grave na Santa Casa de Araçatuba desde segunda-feira (19), com lesões consideradas incompatíveis com a versão de queda apresentada pelos responsáveis.


A família de Micael Davi Costa de Silva, de 2 anos, foi informada na manhã desta quinta-feira (22.out) sobre a confirmação da morte encefálica da criança, internada desde segunda-feira (19) na UTI Pediátrica da Santa Casa de Araçatuba/SP.

Com a confirmação do quadro, a investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) deverá passar a apurar o caso como homicídio. A mãe e o padrasto do menino permanecem presos.

O caso veio à tona após a criança dar entrada no hospital em estado grave, apresentando lesões na região do crânio, fraturas em diferentes partes do corpo e comprometimento pulmonar. Diante da gravidade dos ferimentos, a equipe médica acionou a Polícia Militar. 

Inicialmente, a mãe e o padrasto afirmaram que o menino teria sofrido uma queda acidental. No entanto, segundo os profissionais de saúde, os ferimentos identificados eram incompatíveis com a versão apresentada aos policiais.

Com base nas informações médicas e nos elementos reunidos durante a ocorrência, a delegada responsável determinou a prisão em flagrante dos responsáveis, que inicialmente passaram a responder por tentativa de homicídio.

Segundo familiares, o protocolo para confirmação da morte encefálica foi concluído na manhã desta quinta-feira. Em entrevista à TV TEM, o tio da criança relatou que o cérebro do menino já não apresentava atividade desde os primeiros atendimentos.

Além de Micael, outras duas crianças que viviam na mesma residência foram acolhidas e estão sob acompanhamento da rede de proteção social do município.

A Polícia Civil também apura informações de que o menino já havia sido levado para atendimento médico em outras ocasiões. Em um dos episódios, registrado em agosto, os responsáveis também teriam atribuído os ferimentos a uma queda. Em outro atendimento, realizado neste mês, a criança apresentava inchaço na região genital.

Em nota, a Santa Casa de Araçatuba informou que não divulgará detalhes do prontuário nem do quadro clínico do paciente, citando o sigilo médico, a proteção de dados pessoais e os procedimentos legais em andamento.

A investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias do caso e definir a responsabilização criminal dos envolvidos.