Criança foi atendida outras vezes antes de ser internada com múltiplas fraturas; mãe e padrasto foram presos por suspeita de tentativa de homicídio.
A criança de dois anos internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Araçatuba/SP já havia sido levada para atendimento médico outras duas vezes nos últimos meses com relatos semelhantes aos apresentados pela mãe e pelo padrasto à polícia. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (20.out) pela Polícia Civil, que investiga o caso como tentativa de homicídio.
Segundo a investigação, no dia 15 de agosto, a mãe procurou atendimento médico após a criança apresentar inchaço e dores na região do ombro. Na ocasião, ela informou que os ferimentos teriam sido provocados por uma queda do colchão.
Já em 8 de outubro, o menino voltou a receber atendimento, desta vez por causa de um inchaço na região genital. Os registros dessas ocorrências passaram a integrar o inquérito policial após a internação mais recente da criança.
O caso ganhou repercussão nesta segunda-feira (19), quando o menino deu entrada em uma unidade de saúde em estado grave. Conforme relatado pela equipe médica à Polícia Civil, a criança apresentava lesões na região frontal do crânio, fraturas nos ombros, nas costas e em uma das pernas, além de comprometimento pulmonar. Diante da gravidade do quadro, foi necessário realizar a intubação.
Inicialmente, a mãe afirmou aos profissionais de saúde que o filho havia caído da cama cerca de 30 minutos antes de chegar ao pronto-socorro. Posteriormente, informou que o companheiro teria relatado que a criança caiu do berço enquanto estava sob seus cuidados.
No entanto, a equipe médica considerou que o conjunto das lesões encontradas era incompatível com a versão de um acidente doméstico e comunicou imediatamente a polícia.
Durante o atendimento, a mãe, que está grávida, alegou passar mal, recebeu medicação e deixou o hospital sem permanecer ao lado do filho internado, segundo relato da equipe médica.
A partir da denúncia, policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) foram até a residência da família e ouviram a mãe, o padrasto e o avô da criança. Com base nos depoimentos e nas informações obtidas até o momento, a delegada responsável pelo caso determinou a prisão em flagrante do casal.
O Conselho Tutelar também foi acionado e os outros dois filhos da mulher foram acolhidos.
A criança permanece internada sob cuidados médicos, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a origem das lesões e apurar a eventual responsabilidade dos envolvidos.





